05 novembro 2009

Boca do mundo

 



Mesa


 


 


Se a chama chega,

E ninguém chega à chama

De que vale arder?

Se o barco parte sem velas,

De que serve a maré?


 


Não se mostra o trajecto

A quem parte para se perder

Não se dá boleia

A quem precisa de ir a pé


 


E é como quando pensas que estás a chegar

E não deste um passo


 


Onde estou, nada mais pode crescer

Eu sou assim, uma fênix a arder

São só os meus erros, é toda a minha culpa


 


Hoje até o ar anda cansado

Preciso de um enigma

Para pôr fim ao propor

Não sei o que me deu, não costumo estar assim

Desco a rua que passa, rente à boca do mundo


 


Sinto a vida que passa

E os rumores que circulam na boca do mundo


 


Onde estou, nada mais pode crescer

Eu sou assim, uma fénix a arder

São só os meus erros, é toda a minha culpa

E é tudo o que faço

E é todo o meu cansaço


 


Por fim, por fim...


 


Onde estou, nada mais pode crescer

Eu sou assim, uma fênix a arder


Onde estou, nada mais pode crescer

Eu sou assim, uma fénix a arder

São só os meus erros, é toda a minha culpa

É tudo o que faço

E é todo o meu cansaço


 


E é tudo o que faço

E é todo o meu cansaço


 


Por fim, por fim...


 


Sinto a vida que passa

Na boca do mundo, não se sabe quem é quem...


 

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