22 outubro 2009

Governo

 


Foi apresentado o novo governo.


 


Apenas algumas notas. Parece muito sensata a manutenção do ministro Teixeira dos Santos na pasta das Finanças. Não há melhor que ele para o novo esforço de equilíbrio, tendo já provado que o sabe fazer.


 


A pasta da Saúde para Ana Jorge era já esperada. Espero que a política regresse a esta área e que as reformas iniciadas com Correia de Campos se continuem pois o país precisa de muito mais do que apenas um estilo tranquilo e paciente. Precisa de um SNS sustentável e que responda às necessidades da população.


 


A pasta da Educação será a grande incógnita. Desejo toda a sorte do mundo a esta ministra, que tem uma tarefa bem difícil.


 


Aguardo com expectativa quais os sinais para esta legislatura. Refazer tudo o que se fez durante estes 4 anos, como a oposição se prepara e já anunciou ou persistir no caminho da mudança. Foi para a segunda hipótese de recebeu novo mandato governativo.


 


Felicidades para o governo e para todos nós.


 


Nota: Também aqui.

 

Deste tempo

 











 


É um tempo novo, como todo o tempo pode ser. Serão novos desde que os olhemos de novo, com olhos de ontem e de hoje, com olhares voltados para o que há-de vir.


 


É um tempo novo, aquele que usamos para enfrentar o mundo, para nos encontrarmos, connosco e com os outros.


 


As regras com que jogamos são feitas por nós, naquilo em que somos diferentes, dentro do que temos de idêntico – o gosto de trocar ideias, uma certa noção de sociedade, uma certa forma de entender o serviço público.


 


Assim me junto a esta equipa. Vou a jogo.


 


Nota: também aqui.






Da revolta na dor

 


Tenho lido, desde há bastante tempo, os posts do Besugo, primeiro no blogame mucho e depois no gravidade intermédia.


 


Outro dia o Besugo escreveu um extenso post de alguém a sofrer, de alguém com uma revolta infinita contra tudo e contra todos, de alguém que se dedica de alma e coração à sua profissão de médico, que sofre com os seus doentes, que sofre com a impotência de quem não vence a morte, de quem a combate todos os dias e de quem odeia ser vencido.


 


É assim com todos nós. Quando recebemos a notícia de que temos cancro, ou de que alguém a quem amamos tem cancro, ou outra qualquer doença grave, sentimos uma enorme revolta contra o mundo e um sentimento de culpa por não termos dado atenção aos sinais, pequenos ou grandes, mesmo inexistentes. Sentimos que deveríamos ter estado mais atentos, que deveria ter sido possível  prevenir, que deveríamos ter tido a obrigação de impedir que tal acontecesse.


 


Transformar esse grito de dor num texto de desvario de um indivíduo doente, de alguém que não respeita os doentes e que é perigoso, de alguém que merece ser desprezado porque teve a fraqueza e a força de se confessar em público, isso sim, eu acho muito preocupante.


 


Os médicos são pessoas como as outras que estão sujeitos a pressões e a stress como as outras, que têm vidas complicadas, como as outras, e que têm o direito a sofrer e a revoltarem-se contra si próprios e contra o mundo, como as outras. Inferir daí que não suportam a perda de regalias ou de status ou de poder, parece-me uma leitura absolutamente redutora.


 


O blogue está lá, para quem o quiser ler. Os comentários que lá estão são de quem quer que corra tudo bem porque, tal como o Besugo diz em vários posts ao longo de vários anos, ninguém merece ter um cancro.


 


E sim, Besugo, vai correr tudo bem.


 


Nota: recomendo outro post do Besugo.

 

21 outubro 2009

Obscurantismo

 


Transformar as declarações de Saramago sobre a Bíblia num problema de falta de limites e de falta de respeito pelos crentes, de forma a exortá-lo a mudar de nacionalidade, é absolutamente inacreditável.


 


Saramago tem o direito de se pronunciar sobre o que quiser, assim como nós temos o direito de achar que o que ele diz é um enorme disparate. Mas achar que isto é motivo de ofensa, seja a quem for porque não gosta de Deus, não acredita em Deus e o acha má pessoa? E depois?


 


Acho que o eurodeputado social-democrata Mário David deveria ter, ele próprio, mais respeito pelos outros. Ah, e ler livros com pontos de vista diferentes dos nossos é sempre enriquecedor.


 


Continuo a achar as declarações de Saramago uma infelicidade. Mas estou cheia de curiosidade de ler o livro. A figura de Caim é fascinante.


 

20 outubro 2009

O que será (à flor da pele)

 



Brad Mehldau Trio...


(Chico Buarque de Holanda)


 


... no CCB, a 29 de Outubro, às 21h00.


 

Disputa presidencial

 


Não me espanta a sondagem cujo resultado é inédito na apreciação negativa da actuação do Presidente da República.


 


Mas se o descrédito de Cavaco Silva coloca o problema da reeleição ao PSD e aos partidos à sua direita, o problema não é menor à esquerda.


 


Parece-me descabido começar a lançar nomes para a praça pública, até pelo que demonstra de falta de soluções, como a hipótese de uma nova candidatura de Sampaio. Mas a esquerda vai ter que encontrar um candidato que possa aglomerar a esquerda e que possa seduzir o centro.


 


Manuel Alegre já não é solução. Ele próprio se foi encarregando de estreitar a sua base de apoio com as posições que foi assumindo ao longo destes últimos anos. Será que Marcelo Rebelo de Sousa avança mesmo? Não sei porquê, duvido. Marcelo é um nome que regressa ciclicamente, nestas ocasiões.


 


O que significa que deverão aparecer nomes novos, gente diferente, à esquerda e à direita, para a disputa presidencial. Ainda bem.

 

Salário mínimo

 



 


Eu até posso aceitar que haja contenção salarial, mas nunca do salário mínimo. O salário mínimo é mesmo aquele cujo aumento nunca deveria ser congelado.


 


Em 2009 o salário mínimo subiu para 450€. Para 2010 foi acordado um aumento para 475€. O que será viver com 450 ou 475€ por mês?


 

Mudanças

  Las manos Eduardo Kingman Aos poucos vou mudando a casa, vou adaptando o espaço à minha pessoa. Reduzir coisas e coisas e coisas. Clarear,...