Um amigo desconhecido mas atento, a quem muito agradeço, informou-me que Manuel d'Oliveira estará na Fábrica do Braço de Prata a 13 de Fevereiro.
Não percam. Eu certamente não o farei.
(Nicolinas)
Faze que a tua vida seja o que te nega./ A luta é tua: fá-la./ Agora, os sonhos em farrapos, melhor é a luta que pensá-la.// Ergue com o vigor do teu pulso;/ solda-o em aço./ E da tua obra afirma:/ – Sou o que faço. [João José Cochofel]
Um amigo desconhecido mas atento, a quem muito agradeço, informou-me que Manuel d'Oliveira estará na Fábrica do Braço de Prata a 13 de Fevereiro.
Não percam. Eu certamente não o farei.
(Nicolinas)
Mais uma vez se prova o que de mais terrível e banal existe na nossa democracia: a ineficácia da justiça, o sentimento de impunidade de todos, o arrastar de lama para cima de quem fica dado como suspeito pela opinião pública, nunca se provando se de facto é culpado ou inocente.
Para mim a justiça não tem uma agenda política. Pura e simplesmente não tem agenda. Arrasta-se penosamente, de vez em quando mostrando fôlego de montanha que inexoravelmente acaba com sopro de rato.
Mas eu não acredito nas coincidências das agendas jornalísticas, das fugas de informação e das manchetes mediáticas que têm óbvios objectivos políticos.
Se há corrupção no caso Freeport, como nos outros casos todos do futebol, das facturas falsas, do bancos, das empresas camarárias, das imobiliárias, tenham eles responsabilidades políticas, empresariais ou não, devem ser acusados, julgados e condenados. Mas que o façam, de uma vez por todas, que nos seja devolvida alguma confiança neste sistema ineficaz e irreformável.
Se não todos nós estamos sujeitos a ser acusados na praça pública, com nobres ou reles intenções e nunca mais, por muito que tentemos, seremos capazes de lavar a nódoa da suspeita.
(Goya: o sono da razão)
Canso o corpo nos dedos
alugo almas medos
sorvo ar
até acabar.
Repito o abrir
e o fechar
sem portas
por onde entrar.
Canso o medo neste corpo
dedos e alma alugados
até acabar.
Comecei este blogue no dia 5 de Novembro de 2005. Respondendo ao meu próprio desafio fui ver que notícias agitavam o país nesse dia, independentemente da que me incitou a iniciar o blogue – o anúncio da candidatura presidencial de Manuel Alegre.
Ao consultar o DN online desse dia cheguei à conclusão que se debatiam quase os mesmos assuntos que hoje se debatem.
Destaco algumas:
Já nesta altura se falava de facilitação de crédito, do aumento do crédito ao consumo, enfim, daquilo que agora afoga as famílias e o país. Durante estes 3 anos só piorámos e a tal bolha do crédito imobiliário não parou de subir.
A panaceia para a redução dos lucros de uma empresa dizimava mais 1000 postos de trabalho. Mas ninguém se espantava, todos achavam que o Mercado é que sabia.
Em Novembro de 2005 era José Sócrates a conter o ímpeto do investimento público em obras megalómanas do governo anterior, que queria que a primeira ligação feita por TGV estivesse pronta em 2009.
Os confrontos nos bairros periféricos de Paris, autêntica guerra urbana, foram justificados pelas palavras incendiárias do então Ministro do Interior, hoje Presidente da República Francesa, na altura violentamente atacado politicamente. Já se seguiram os confrontos urbanos na Grécia e provavelmente seguir-se-ão confrontos noutras cidades, em que tentaremos encontrar justificações e culpados.
Será que passaram mesmo 3 anos e que estamos numa crise sem precedentes? É que parece que a crise, para nós, é ininterrupta.
Antonio Vivaldi - As Quatro Estações - Inverno - "Allegro"
Europa Galante - Maestro Fabio Biondi
Fui desafiada por duas pessoas, que muito prezo e de quem muito gosto, para continuar uma cadeia blogosférica, sob o signo do número 6.
O mais complicado nesta corrente é escolher as 6 coisas aleatórias que deverei contar sobre mim, porque indicar mais seis blogues para continuarem o desafio com o respectivo link, explicando as suas regras, e informá-las nas respectivas caixas de comentários que tinham sido nomeadas, isso já é muito mais fácil.
Mas então, pensemos:
Próximas confissões blogosféricas:
Segue a dança.
Há alguns dias que percorro os blogues, as notícias, o tempo, sem vontade de os registar. Basta ter que os respirar e sentir.
Talvez um dia desenvolva casacos de várias espessuras, variados impermeáveis para diversos tipos de agressões. Do vento, da chuva, do sol, da crise, da desonestidade, da corrupção, do negrume, da negligência, da estupidez.
Tenho andado, na maior parte das vezes, muito desagasalhada.
(Edward Weston: Artichoke)
Timothy Schmalz É frequente ter vontade de escrever a minha indignação pelas várias indignidades a que assistimos diariamente. O mundo mud...