(Goya: o sono da razão)
Canso o corpo nos dedos
alugo almas medos
sorvo ar
até acabar.
Repito o abrir
e o fechar
sem portas
por onde entrar.
Canso o medo neste corpo
dedos e alma alugados
até acabar.
Faze que a tua vida seja o que te nega./ A luta é tua: fá-la./ Agora, os sonhos em farrapos, melhor é a luta que pensá-la.// Ergue com o vigor do teu pulso;/ solda-o em aço./ E da tua obra afirma:/ – Sou o que faço. [João José Cochofel]
Las manos Eduardo Kingman Aos poucos vou mudando a casa, vou adaptando o espaço à minha pessoa. Reduzir coisas e coisas e coisas. Clarear,...
Bela escolha de gravado. Síntese do pre-surrealismo hispano, que apareceu mais ou menos em Atapuerca. O meu conterraneo, Don Francisco de Goya o exprimiu nas suas gravuras. O sonho da razão produz monstros. E o poema casa com a imagem.
ResponderEliminarComo curiosidade, dizer que uma das primas copias de ésta gravura era propriedade do Tito... Em fim...
Obrigada, Eduardo. Goya foi um génio, assustador de tão realista quanto ao que temos cá dentro.
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