
Aix-en-Provence prometia. Cézanne é um dos meus pintores favoritos. A sua história passou por Aix-en-Provence, pelas paisagens, pelo mistral que nos abanou no caminho, pelas cores e pela forma do monte de Saint Victoire.

Hotel Le Mozart
Bem instalados no Hotel Le Mozart, fomos a pé até ao Atelier de Cézanne, local onde pintou nos seus últimos anos de vida.

Uma casa alta, com 3 andares. O Atelier que visitámos (bilhetes a 9 € com vídeo guide) não era mais que uma sala no 1º andar, onde se encontravam vários objectos, roupas, pincéis, caixas de tinta, escadotes, cómodas, jarros, mesas e fruta, os modelos das suas naturezas mortas. Confesso que me senti ludibriada por esta mini visita guiada. Não sei o que esperava, mas certamente era muito mais do que o que vi.
Cézanne viveu e morreu naquele local; foi em Aix-en-Provence que conheceu e se tornou amigo de Émile Zola, amizade que terá terminado a propósito de um livro escrito por Zola - L'Oeuvre - cuja personagem principal era inspirada em Cézanne. A história de que teria sido essa a razão de uma grande zanga entre eles já foi posta em causa. Um grande pintor de cores e formas, em que a geometria que desenhava estava presente em toda a natureza.
Sendo o trigésimo sexto dezasseis de maio desde que nos tínhamos casado, decidimos comemorar o dito com um belo repasto. Foi em La Brocherie, onde o aperitivo de champanhe iniciou uma excelente refeição: Poêlon du Pêcheur (para mim) e Côtes d’Agneau aux herbes de Provence (para ele), bem regada (Château La Dorgonne) e bem terminada com La crème brûlée à la lavande (para mim) e L’Assiette de Fromages (para ele).


Longa já, esta viagem a dois (depois a três, depois a quatro), por vezes rápida, por vezes vagarosa, outras inesperada, outras dolorosa, mas sempre, sempre o nosso caminhar.
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