
Há sentimentos que ficam pendentes, emoções embrulhadas em esquecimento, em prioritários matizes de vida a continuar, como se tivessem desaparecido. Mas basta um segundo de desatenção, uma fenda na muralha entretanto erguida e defendida, para que se instalem e avolumem sem perdão.
Na lista telefónica do telemóvel, que avançadas tecnologias nos colocam à disposição e à altura dos olhos, aparece o número de quem já não está. De repente a sua voz enche o carro e eu fico sem perceber se o tempo recuou ou se a realidade regressou por um momento, tudo eterno e ritual, como a batalha contra o tempo, que sempre nos vence.
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