Desde há muito tempo que não seguia séries na televisão. Há muitos anos mesmo. Mas nos últimos tempos, com as excelentes séries que têm passado na RTP2, esse hábito vem-se instalando.
Primeiro com Nobel, uma série norueguesa que conta uma falhada negociação política entre a Noruega e o Afeganistão, numa tentativa de fazer um acordo de paz que servisse os vários grupos de talibãs, depois com esta Linha de Separação, redescubro a vontade de me sentar em frente ao televisor, ansiosa por ver a continuação da história.
Esta série tem como centro uma aldeia que ficou dividida ao meio pela guerra fria, logo após o fim da II Guerra Mundial. Está muitíssimo bem feita, transportando-nos a um tempo que não é assim tão longínquo, mas que quase parece inventado. A transformação dos fanáticos nazistas em fanáticos comunistas, os oportunistas, os que vivem numa nuvem ideológica, apercebendo-se duramente da mistificação, a forma como se doutrinavam as pessoas desde a mais tenra idade, tudo nos devolve a inquietação pelo que pode ser a instalação de uma ditadura duríssima, mesmo após a queda de outra, não menos dura. E tudo em nome do povo.
E agora voltamos a outra série norueguesa, que promete - Ocupados.
E ainda há a vantagem de se ver o Jornal 2 que é o único telejornal sério que há na televisão.
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