Faltam-me as palavras para dizer o que penso do que se está a passar com a Operação Marquês. Vão-se ultrapassando os limites que julgamos já serem inultrapassáveis. É assustador.
A vida é o que fazemos dela. As viagens são os viajantes. O que vemos não é o que vemos, senão o que somos. [Bernardo Soares - Livro do Desassossego]
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nenhum limite foi ultrapassado. Talvez a prisão fosse desnecessária por tanto tempo.
ResponderEliminarhttp://bandalargablogue.blogs.sapo.pt/as-certezas-e-as-duvidas-do-processo-1742069
«Não há a mais pequena dúvida (...) que José Sócrates vai ser acusado de fuga ao fisco e de branqueamento de capitais. Há provas mais do que suficientes (...)»
ResponderEliminarIsto é a transposição linear da lógica futebolística para a justiça: o Benfica, quando entra em campo no estádio da Luz, já ganhou. Nem é preciso jogar o jogo ou, neste caso, realizar o julgamento. A questão será a de saber se ganha só por 1-0 ou por mais, 3-0, com o Jonas a marcar dois golos de cabeça.
«A questão que está em jogo é provar a corrupção, muito mais difícil de provar (...)»
E como o Rosário Teixeira não é o Rui Vitória e gosta de dar espectáculo, dá este “espectáculo” – o de não cumprir as datas a que os próprios (e não «Sócrates e os seus advogados») se comprometeram.
Até aqui falou-se dos factos: o atraso («demasiado tempo») no processo. Depois há os “penaltis que ficaram por marcar”: «Se assim tivesse sido feito há muito que a acusação teria sido formada (...)» - mas isto já são opiniões, não será?
É impressionante como se discute política ou justiça nos mesmos moldes como se discute futebol. «Há quem não perceba o que é fácil de perceber no processo Sócrates». Se o que for fácil de perceber é uma argumentação do mesmo estilo das que sustenta que o Benfica foi descaradamente “roubado” pela arbitragem quando não ganha na Luz, creio que não vale a pena rebater sequer.
...E nem de propósito: O Correio da Manhã de hoje parece resolver o problema da prova do suborno: http://www.cmjornal.pt/exclusivos/detalhe/presidente-do-lena-confessa-subornos-a-socrates
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