18 março 2013

Até quando

 



Jochen Hein: see II 


 


Levantamos o corpo numa penitência diária


de quem ignora ao que regressa


não sabemos parar este irremediável aperto


do tempo esta camisa de ferro a que nos comprometemos


obrigações que só a nós amarrámos mas


que outros sentem secretamente.


Levantamos os olhos da terra para onde


queremos mergulhar mítico lugar de alimento


e paz onde o deserto das casas e das ruas não assusta


mas comove. Recolhemos a vontade aonde ela já não existe


reinventamos em cada segundo a energia que move


músculos e engole a funda tristeza da desesperança.


Até quando.


 

1 comentário:

  1. pink10:20


    Revejo-me nesta malha de sentimentos ...de uma manta pesada,fria,compressora,
    que sonhámos colorida,fofa,aconchegante ,ao jeito de uma mãe carinhosa!
    e afinal se transforma numa madrasta má,egocêntrica e portadora de dores sem fim...

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