Jochen Hein: see II
Levantamos o corpo numa penitência diária
de quem ignora ao que regressa
não sabemos parar este irremediável aperto
do tempo esta camisa de ferro a que nos comprometemos
obrigações que só a nós amarrámos mas
que outros sentem secretamente.
Levantamos os olhos da terra para onde
queremos mergulhar mítico lugar de alimento
e paz onde o deserto das casas e das ruas não assusta
mas comove. Recolhemos a vontade aonde ela já não existe
reinventamos em cada segundo a energia que move
músculos e engole a funda tristeza da desesperança.
Até quando.
ResponderEliminarRevejo-me nesta malha de sentimentos ...de uma manta pesada,fria,compressora,
que sonhámos colorida,fofa,aconchegante ,ao jeito de uma mãe carinhosa!
e afinal se transforma numa madrasta má,egocêntrica e portadora de dores sem fim...