15 setembro 2011

Um dia como os outros (96)


(...) O facto de, neste caso, o secretário-geral do PS, ter decidido passear-se pelos bastidores da informação com ar de aluno aplicado à mesma hora em que estavam a discursar delegados é demonstrativo de uma certa concepção cénica dos congressos que se instituíu, e que assenta, por muitos discursos em que se proclame o contrário, numa objectiva falta de respeito pelas bases do partido ali representados pelos delegados. De uma forma distante e racional reconheça-se que os militantes, depois da vitória na eleição para o cargo, passaram para um óbvio segundo plano quando em comparação com os jornalistas que se torna sempre necessário cortejar... (...)


 


A. Teixeira


 

1 comentário:

  1. ACÁCIO LIMA23:24

    01- A observação sobre "a concepção cénica dos congressos"- Partidários- sendo bem pertinente, coloca um outro problema mais vasto, que a Democracia Representativa, está longe de ter solvido:

    " A Comunicação e a Articulação dos Partidos Políticos com as populações, com a Sociedade, tal como ela existe de forma organizada.


    02- No caso vertente, o que tivemos, ainda, repito, ainda, foi uma atitude de "Esmagamento", uma afirmação gratuita de "Poder".

    A. J. Seguro está longe de ter interiorizado o respeito a ter face à Identidade e Dignidade de cada pessoa, e do conjunto das pessoas.

    O "cartaz" - "As Pessoas Primeiro"- não passa, assim, de um mero slogan, mistificatório, manipulador e fraudulento.

    Boa Noite.
    Bom Serão.

    Cordiais e Afáveis Saudações

    ACÁCIO LIMA

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