08 janeiro 2011

Da diferença das campanhas negras

 



 


Após a releitura do post anterior torna-se necessário um esclarecimento. Não considero idênticas as campanhas de ataque ao carácter pré eleições legislativas e presidenciais. Na verdade, Sócrates foi alvo das mais descabeladas acusações, insinuações, desconfianças e insultos, a propósito de um caso fabricado por adversários políticos, versado à exaustão pelos meios de comunicação social. Esteve no centro de uma pornografia judiciária mas, mesmo depois de todo o esforço, não foi possível associá-lo a qualquer actividade criminosa. Estou a falar do Freeport. Depois veio o Face Oculta, mais uma triste actuação da nossa justiça, mais uma batalha suja entre os jornalistas independentes, mais assassinatos de carácter.


 


Em relação a Cavaco Silva, que se apresenta ao eleitorado como uma pessoa cuja integridade moral não é questionável, tanto em termos de valores como de excelência profissional, colocando-se num plano distinto dos outros actores políticos, descredibilizando a própria actividade política, abre todo o espaço para que se questione a veracidade dessa imagem.


 


Mais importante e interessante do que as acções do BPN/SLN, porque não se fala dos responsáveis pela administração do BPN? Quem são, o que fizeram, onde estão, o que têm a dizer? Não há quem investigue esses factos, ligações, comprometimentos e actos de gestão? E as instituições de supervisão, empresas de auditoria, Banco de Portugal? Não há jornalistas que se interessem por essas faces ocultas e silenciosas?


 

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