04 setembro 2010

À espera

 


Setembro aí está, à espera das máquinas partidárias e das campanhas presidenciais, as já declaradas e as ainda por declarar.


 


Vive-se uma expectativa mole, lenta, preguiçosa, de ombros encolhidos. Aguardamos com a calma possível, ou com o alheamento desculpável as encenações que se preparam, as negociações de bastidores e as indignações hipócritas dos chefes de orquestras.


 


Assistimos à manutenção do status quo, do desemprego aos mediatismos da justiça, das coreografias sindicais às lições requentadas do Professor Marcelo.


 


Setembro aí está.


 

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