27 julho 2010

Vento


escultura de Mary Tierney: Standing Feathers


 


Está muito vento. Saraivada de areia e calor amarelado


meio obscuro. Fecho os olhos e sinto a pele arranhada


açoitada. Entrego-me à penitência sem oferecer resistência.


 


Era melhor que o vento e a areia


me varressem. Poderiam começar pelos cabelos


depois os olhos depois o resto


pouco a pouco defazendo-se


e desgastando-se pelo ar amarelo e barrento.

3 comentários:

  1. Como eu te entendo... E que lindo!

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  2. JAZMAL22:48

    plenitude

    Eu corria o tempo todo procurando Te alcançar
    sem perceber bem ainda que Voce está em todo o lugar.
    Procurando Te encontrar estremecia só de pensar
    nesse poiso de felicidade,de alegria e de bem-estar.
    Sonolento e incrédulo me levaste por esse caminho
    onde me converti de coração a tudo descoberto,
    trilho difícil que devorei faminto e sózinho,
    lendo o mar. toda a terra e o céu tão perto.

    Te vi em toda a Terra com plenos poderes repartidos
    gerando todo o conhecimento que nos alimenta
    que destrói e reconstrói os elementos concebidos
    levando o homem pela mão do amor que o sustenta.
    Coloca sinais, testemuhos em toda a parte:
    Ele próprio se revela Senhor do mundo e das gentes
    todo o mundo tem, todo o tempo gere e reparte;
    mal para uns, fonte de benesses para os crentes.

    A visita é mistério que chega, indelével e obscura:
    anfitrião sou de um ser que é tudo o que se revela
    ser todas as coisas,a vida de forma tão pura,
    que sou eu mesmo quem reina,espírito que se anela.
    Ver, andar, correr, voar, montar, rir e gemer
    eterno aprender, o antes e o depois, o tudo ser
    que se renova, infinito ao tudo ter e aprender,
    inventando-se naqueles cuja vida está a perder.

    A luz impera, senhora do destino de toda a humanidade:
    eis-me aqui, brilhando para vós, baluarte de amor;
    sou tudo aquilo que está em vós, espada iluminada
    que une e separa os destinos finais com clamor.
    Procurai-me e todos estarão em mim, linguas de fogo
    que jamais se apagará, iluminando tudo em redor
    qual sol coroado, brilhante infinito que o luar afogo,
    cálidos corpos em harmonia e sintonia de amor.

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