Alguns sindicatos representantes dos trabalhadores dos hipermercados ameaçam com uma greve no dia 24 de Dezembro, em protesto contra a proposta de alargamento do horário de trabalho flexível para 60 horas/semana, com a possibilidade de alargamento diário para 14 horas, com aviso dos trabalhadores na véspera.
A Sonae e a Jerónimo Martins, grandes empresas e grandes empregadores neste país, apesar da crise económica mundial em geral e portuguesa e particular, aumentaram os lucros em relação ao ano anterior. São estas as mesmas empresas que não podem aumentar o ordenado mínimo para 475€/mês.
A recente crise económica demonstrou a iniquidade de sistemas e regimes político-económicos em que o lucro sem objectivo nem responsabilidade social gera situações graves que potenciam revoltas e insegurança, aumento das desigualdades e da pobreza. Mas parece que não aprendemos nada. Ou pelo menos os mesmos de sempre voltam à retórica de sempre.
É claro que as empresas devem ter lucro mas não pode justificar uma nova escravatura. Há patamares mínimos de decência e de dignidade, que estes senhores não se envergonham nunca de ignorar.
(Também aqui)
A impossibilidade de haver um patamar mínimo numa superfície máxima, é um conclusão mediana.
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