(Tiny Pilot: Random Love)
Às vezes ouço alguns programas de rádio em que se entrevistam várias pessoas de vários quadrantes, profissionais, políticos e culturais, sobre as sugestões de ocupação de fins-de-semana e/ou horas de lazer.
Nesta época são unânimes as que se insurgem contra o horror das lojas cheias, a enormidade e quantidade de ofertas inúteis para quem já não sabe o que desejar, a obscenidade de dinheiro gasto sem qualquer função, os exageros gastronómicos e as suas consequências nas periclitantes dietas hipocalóricas.
Se assim é, cada vez percebo menos os sacrifícios que as mesmas pessoas fazem, porque elas assim o confessam, engrossando as hordas de consumistas disparatados nesta época natalícia. Se assim é, porque não mudamos os nossos hábitos restaurando a demonstração dos afectos, retomando o cuidado com os outros, naquilo que a eles diz respeito, nas suas necessidades e gostos, nas suas sensibilidades?
Há lá coisa mais "afectiva" do que um código de barras?!...
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