09 novembro 2009

Celibato obrigatório

 


Tenho lido muitos argumentos a favor e contra a legalização do casamento entre homossexuais, muitos argumentos a favor e contra um referendo sobre o assunto.


 


Mas usar a questionável influência que a mulher, amante, amiga, namorada, união de facto ou o que fosse possa exercer sobre o Primeiro-Ministro para defender a existência de um referendo, é verdadeiramente inédito.


 


Penso mesmo que, para alguém poder governar sem ser influenciado, deve cumprir o celibato obrigatório. Ou então teremos uma profusão de referendos a propósito de tudo e de nada, de forma a estarmos 100% certos de que as decisões governamentais nascem por geração espontânea.


 


Pois é, ter uma mulher, amante, amiga, união de facto ou o que seja com uma profissão, com opiniões próprias, que escreve em jornais e em blogues e que pode influenciar a opinião do homem, amante, amigo, união de facto ou o que seja, é absolutamente impeditivo de um poder executivo responsável e idóneo.


 


As mulheres, amantes, amigas, uniões de facto ou o que seja deveriam abdicar de ser pessoas, em santo sacrifício pelos homens, amantes, amigos, uniões de facto ou o que fosse, a bem da nação.


 

3 comentários:

  1. É pá! A minha alma está pasma com o que se escreve por aí. Anda tudo doido?

    E tu ficaste ligeiramente furiosa, tal como eu quando depois fui ler o artigo. Há gente que só é pelo mal!!!! Ou então será falta de neurónios activos?

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  2. Fica provado: O esterco vem ao de cima. Flutua.
    Tenho sentido agumas náuseas mas esta da influência do parceiro ser impeditiva de termos ideias, só seria aplicável para aqueles macaquinhos chineses cegos,surdos e mudos. Será esta a receita que a direita trauliteira tem para todos nós?
    É que parece um bocado desfazada do tempo...e dos meios à sua disposição para a fazerem cumprir...
    MFerrer

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  3. Até parece impossível, não parece? Mau demais.
    :)

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