Mercedes Sosa é uma das permanentes moradoras desta casa.
Um dia morreremos com o corpo todo
os olhos mais abertos do que em vida
o sangue pesado espesso lívido.
Um dia serão as pernas que esquecem os braços
será a boca que esquece a língua
será a palavra que esquece a memória.
Um dia olharemos este invólucro marmóreo e frio
por nós abandonado e esquecido
de feridas abertas extintas
nas cinzas exangues árduas secretas.
Belíssima homenagem...
ResponderEliminarMais uma voz inteira que partiu.
ResponderEliminarPalavras densas, Sofia.
:)
Para vivir como vives, mejor no morir de viejo...
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