27 junho 2009

Intacta memória

 



poema de Sophia de Mello Breyner


pintura de Emre Hüner


 


Intacta memória – se eu chamasse

Uma por uma as coisas que adorei

Talvez que a minha vida regressasse

Vencida pelo amor com que a lembrei.


 

1 comentário:

  1. Ernestina21:19

    Sophia , eternamente.
    Sempre que ouço o argumento de que a língua portuguesa é "áspera" para ser cantada, invoco logo a escrita de Sophia e ninguém é capaz de achar que não é música.
    Gosto tanto que, sem o querer, decorei vários dos seus poemas.

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