poema de Sophia de Mello Breyner
pintura de Emre Hüner
Intacta memória – se eu chamasse
Uma por uma as coisas que adorei
Talvez que a minha vida regressasse
Vencida pelo amor com que a lembrei.
Faze que a tua vida seja o que te nega./ A luta é tua: fá-la./ Agora, os sonhos em farrapos, melhor é a luta que pensá-la.// Ergue com o vigor do teu pulso;/ solda-o em aço./ E da tua obra afirma:/ – Sou o que faço. [João José Cochofel]
A voz do mar na boca O gume afiado do horizonte Na curva infinita do esquecimento Reconheço nos ossos A aridez da vontade Queb...
Sophia , eternamente.
ResponderEliminarSempre que ouço o argumento de que a língua portuguesa é "áspera" para ser cantada, invoco logo a escrita de Sophia e ninguém é capaz de achar que não é música.
Gosto tanto que, sem o querer, decorei vários dos seus poemas.