27 junho 2009

Humildade e sobriedade

 


Estamos a assistir a uma rápida agonia deste governo e deste PS. Ao contrário do que muitos esperávamos e queríamos, desmoronam-se as tibiezas, os recuos, os desmentidos, os ministros que são apanhados pelas curvas do processo eleitoral.


 


Sabe-se mas não se sabe, não se sabe mas decide-se, a vozearia dos telejornais, dos jornais, dos jornalistas, dos comentadores, dos assessores, dos apaniguados, dos abutres, dos emergentes, dos ressuscitados, dos cinzentos, dos economistas, dos oportunistas, das informações e contra-informações, das notícias confirmadas e infirmadas, das inverdades, das humildades democráticas, das arrogâncias sóbrias, dos que rasgam e dos que param.


 


Há documentos que são gritados aos quatro ventos, pelos salvadores da pátria que durante anos estudaram, aconselharam, peroraram e governaram, artigos de jornalistas imparciais que apenas conhecem o lado que se lhe encosta à direita, enquanto outros documentos circulam pela inclandestinidade da internet. Há ministros e governantes que se enrolam nas palavras uns dos outros, nas declarações simultâneas ou diferidas, pelo caminho que mais rapidamente vai dar ao abismo.


 


Deixam-nos com um desassombro e um desalento tão enormes que nem nos apetece falar.


 

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