15 novembro 2008

Os simples


(pintura de Graça Morais)


 


Os simples recordam

manhãs de lençóis quentes

pão que estala entre dedos

as janelas de ar gelado.


 


Os simples não gastam

palavras necessárias

nas faces do amor

que se desejam.

3 comentários:

  1. Os simoles poupam as palavras mas amam com sabem e sabem-no bem.

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  2. Convido a visitar um poema de um dos melhores poetas espanhois do século XX (dos do chamado exilio interior), que vem a versar sobre o mesmo tema.

    http://cafedelartista.blogspot.com/2008/09/celaya-se-hombre.html

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    1. Obrigada, Eduardo. Não conhecia, mas vou procurar conhecer.

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