É muito engraçado ouvir os sisudos falar de Ana Gomes, da incendiária e tonta, revolucionária e estridente Ana Gomes. Eu própria já o fiz.
Mas aí está o escândalo de Guantanamo, as tibiezas do governo, as meias palavras, o varrer para baixo do tapete.
Parabéns à esdrúxula Ana Gomes, que demonstra à evidência que, apesar de se ter institucionalizado que as comissões, direcções de órgãos políticos, de associações de pendor corporativista ou outro existem para arrastar, adiar e não resolver, há sempre algumas pessoas que não se conformam, mesmo correndo o risco de serem ridicularizadas pela sua verticalidade.
Coerência? Há muitos tipos de coerência e aquela que reconhece que erra e volta atrás mas que luta por ideias é nobre, mesmo que os sisudos declarem o contrário. Inclusivé eu mesma.
Eu subscreveria integralmente este texto mas dá-se o caso que a conduta e a atitude de denúncia de terceiros de Ana Gomes obrigam a que a sua coerência (ainda que revestindo-se dos seus aspectos folclóricos) sejam de “betão”.
ResponderEliminarOra, para dar um exemplo recente, Ana Gomes fez parte da Missão de Observação da UE. às eleições angolanas. Ainda que com reservas, a Missão – e nela, Ana Gomes – acabou por validar as eleições e considerá-las na generalidade livras e justas. E depois, passada mais de uma semana, Ana Gomes acabou por publicar uma narrativa no seu blogue sobre a forma como decorreu o processo eleitoral em Cabinda:
http://causa-nossa.blogspot.com/2008/09/angola-v-as-eleições-em-cabinda.html
Leia-se a narrativa que ela escreveu e tente perceber-se depois a coerência com a posição política assumida por Ana Gomes na Comissão…
De facto, não há nada que seja 100% verdadeiro. Nesse caso o betão foi um pouco, ou mesmo bastante, amolecido...
EliminarDétails...
Eliminarnão é?
“Faz sempre falta em casa” dizia-se antigamente - à boca pequena- dos preservativos. A deputada Ana Gomes também, aparece sempre que há ameaças de gravidez, perdão gravidade, na casa do PS.
ResponderEliminarQue mauzinho...
EliminarEste sr. é que tem razão, sofia!
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ResponderEliminarComo se lê no texto e nos comentários
a coisa não é fácil
mesmo quando se está no poder
sobretudo quando se está no poder
e até quando se quer ser poder
mesmo não sendo poder
Tem razão, Mar Arável.
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