A crise está para durar. De repente, parece que todos tomaram consciência de que o consumismo desenfreado e sem objectivo é pernicioso. De repente descobrem-se virtudes e deveres no Estado insuspeitados para determinados pensadores políticos. De repente tomou-se consciência de que a economia deve estar ao serviço da política e não o contrário.
É verdade que sem crédito fácil e a baixos juros, uma multidão de pessoas não teria tido acesso a determinados bens que hoje consideramos indispensáveis a uma vida condigna.
Teremos que reequacionar o que é indispensável a uma vida condigna. As nossas prioridades deverão voltar-se outra vez para a essência e reconhecer o efémero, o superficial, o excesso.
Politicamente pode aproveitar-se este momento de crise para debater as funções do Estado, para que serve, que serviços deve assegurar, com deve ser o cimento que ampara a dignidade dos cidadãos.
Também convinha reequacionar o que se entende por União Europeia. Quem faz parte da dita? Quem elegeu o G4, o G8, qualquer G? Porque não há ainda uma declaração conjunta dos órgãos institucionais europeus, porque não há garantias para todos os países, assumidas pelo BCE?
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