06 julho 2008

Manobras oposicionistas

À falta de uma estratégia política que se perceba ganhadora, sem opções claras nem alternativas, com a percepção dos vários intérpretes de Manuela Ferreira Leite de que a mensagem de credibilidade está em perigo, pela falta evidente de outra coisa que não a ideia-ordem do país não ter dinheiro para nada e que é preciso acabar com as obras públicas, os opositores de direita ao governo, leia-se o Público e o PSD, estão a delinear outra manobra.


 


É assim que hoje o Público arranca com a notícia do azedume entre o Presidente da República e o Primeiro-Ministro motivado, vejam bem, pelo facto de Cavaco Silva estar contra as obras faraónicas prometidas pelo governo. Há inúmeras interpretações sobre frases ditas pelo Presidente, recados dados a Sócrates ao longo da semana, quanto ao endividamento público e à falta de apresentação dos custos das tais obras.


 


Acredito cada vez menos no que dizem os jornais, muito menos no Público. Mas se isto é verdade é uma triste notícia para todos: para Cavaco Silva pela intolerável ingerência na acção governativa e pela sombra protectora a Manuela Ferreira Leite, para o governo que vai ter o maior partido da oposição liderado por Belém, para Manuela Ferreira Leite porque nunca mais ninguém a olhará como uma líder política autónoma, dependendo das asas presidenciais.


 


Entretanto, não sei porquê, Marcelo Rebelo de Sousa insiste na ideia do Bloco Central.


 


Alguém pediu coerência no PSD?

1 comentário:

  1. Cavaco nunca será capaz de ser Soares nem Sócrates será outro Cavaco. Assim sendo, penso que só lhe resta mudar de tática.
    Refiro-me, claro está, ao jornal do dono do hipermercado.

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