À falta de uma estratégia política que se perceba ganhadora, sem opções claras nem alternativas, com a percepção dos vários intérpretes de Manuela Ferreira Leite de que a mensagem de credibilidade está em perigo, pela falta evidente de outra coisa que não a ideia-ordem do país não ter dinheiro para nada e que é preciso acabar com as obras públicas, os opositores de direita ao governo, leia-se o Público e o PSD, estão a delinear outra manobra.
É assim que hoje o Público arranca com a notícia do azedume entre o Presidente da República e o Primeiro-Ministro motivado, vejam bem, pelo facto de Cavaco Silva estar contra as obras faraónicas prometidas pelo governo. Há inúmeras interpretações sobre frases ditas pelo Presidente, recados dados a Sócrates ao longo da semana, quanto ao endividamento público e à falta de apresentação dos custos das tais obras.
Acredito cada vez menos no que dizem os jornais, muito menos no Público. Mas se isto é verdade é uma triste notícia para todos: para Cavaco Silva pela intolerável ingerência na acção governativa e pela sombra protectora a Manuela Ferreira Leite, para o governo que vai ter o maior partido da oposição liderado por Belém, para Manuela Ferreira Leite porque nunca mais ninguém a olhará como uma líder política autónoma, dependendo das asas presidenciais.
Entretanto, não sei porquê, Marcelo Rebelo de Sousa insiste na ideia do Bloco Central.
Alguém pediu coerência no PSD?
Cavaco nunca será capaz de ser Soares nem Sócrates será outro Cavaco. Assim sendo, penso que só lhe resta mudar de tática.
ResponderEliminarRefiro-me, claro está, ao jornal do dono do hipermercado.