02 fevereiro 2008

Da virtude

Queremos seres virtuosos e verticais, sem manchas máculas ou pápulas de cheiro, sem pestilências matreiras, sem mãos engelhadas, sem barbas despenteadas, de óculos e olheiras, pensadores, estritos e sérios, do alto de pode e querer, do alto de ter que ser herói.

Queremos homens de ferro, seguros e duros, homens de chumbo e de fé, atrás do altíssimo dever de mandar, sem condição de homúnculo, sem teias periféricas nem segredos de menino, sem ínvios desejos nem vícios no caminho.

Queremos o puro que não somos porque no impuro que temos trememos, sujamos, tememos o olhar só de sonhar.

(João Abel Manta)

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