Esta época de filas intermináveis de trânsito, de acotovelamentos sucessivos e desagradáveis, de toneladas de papel de embrulho a restolhar, de melopeias inaguentáveis, luzinhas a tremeluzir, musgo de plástico e Pais Natal pendurados nas janelas, oblitera totalmente qualquer resquício de boa vontade, tolerância e sentimentos de abnegação.E no entanto, o esforço de tanta gente que trabalha o dobro ou o triplo que nos restantes dias do ano, que nos atura o enfado e as queixas, que se levanta de noite para bater massas e fritar filhós, para demolhar o pão e misturar leite e farinha, para matar leitões e perus, para nos transportar em segurança e nos proporcionar um Natal tradicional, sufocante, verde, vermelho e indispensável, que nos trata as indisposições, é esquecido e passa nos bastidores das prendas, pelas traseiras das nossas vidas.
o Natal tornou-se profissional... E arranjou patrocínios e tudo!
ResponderEliminarUm retrato fiel do Natal, a época de ouro do consumismo...
ResponderEliminarMuito bem observado, Sofia!