(continuação do post anterior)- Montijo (64) encerramento do SU; protocolo: (…) Centro Hospitalar Barreiro/Montijo, a missão do Hospital Distrital do Montijo será redefinida, com base na reorientação da capacidade instalada, criando condições para uma melhor resposta da actividade ambulatória (cirurgia de ambulatório, MCDT, consulta externa) e uma resposta qualificada na área de cuidados continuados. (…) Unidade Hospitalar do Montijo aumentará o número de valências (…) futuro Centro Hospitalar, apostar-se-á na cirurgia de ambulatório, designadamente nas especialidades de otorrino, oftalmologia e cirurgia geral. (…) Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo encetará esforços no sentido da criação de uma unidade de convalescença no futuro Centro Hospitalar. (…) transporte de doentes, em situação aguda, referenciados às urgências médico-cirúrgicas e/ou polivalente, será reforçado com uma ambulância SIV sedeada no município do Montijo. (…) actual “serviço de urgência” do Hospital Distrital do Montijo manterá o seu modo e horário de funcionamento até à constituição do Centro Hospitalar Barreiro/Montijo, assegurando um Serviço de Urgência Básico. (...) Após doze meses da constituição do Centro Hospitalar, a respectiva administração, em concertação com os centros de saúde e em directa articulação com os municípios envolvidos, reavaliará a malha de atendimento e transporte da população da respectiva área de atracção nas situações agudas e de urgência. (…) eventual alargamento dos horários de atendimento dos Centros de Saúde até às 22h00 horas, todos os dias úteis, e das 09h00 às 15h00 aos fins-de-semana e feriados (…)
Afinal, e até agora, apenas nos casos de Macedo de Cavaleiros e do Montijo não foram seguidas as recomendações que constam do relatório final. No primeiro caso, por não estarem asseguradas as condições de acessibilidade mínimas; no segundo caso decidiu-se seguir os exemplos de Fafe e de Santo Tirso, não percebi porquê.
Afinal quem mais se aproximou da verdade foi o JN. Houve uma derrota política do ministro, pois não conseguiu, por si só, implementar a sua política, tendo necessitado do apoio de Sócrates que, assim, o fragilizou.
Mas não têm razão os que falam em recuo na reestruturação da rede de urgências. O que está a ser feito é o que estava planeado, com ajustes e caso a caso, como é razoável e indipensável.
Ainda bem, porque assim ganhamos todos. Quanto ao papel dos jornais e dos jornalistas, penso que há matéria e factos para cada um tirar as suas próprias conclusões. As minhas, infelizmente, não são as mais agradáveis no que diz respeito à sua independência, rigor e competência.
Pois é, Sofia. Só é pena que este ministro - e outros - não pense primeiro e fale depois. Como não li o projecto incicial, não posso fazer comparações, mas aceito as suas, dado que a Sofia parece conhecê-lo. Mas, do que aqui li, a seu tempo todas as urgências anunciadas irão fechar, e não me parece que as populações fiquem pior servidas, antes pelo contrário. As pessoas é que têm a mania de ter uma escola ao pé da porta e uma urgência até 100 metros de casa. Desde que seja com o dinheiro dos outros, claro.
ResponderEliminarConcordo em absoluto, tanto no que diz respeito à verborreia deste e doutros ministros, como quanto à falsa segurança de um serviço ao pé da porta, mesmo que ele seja insuficiente, mal apetrechado e de má qualidade.
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