31 dezembro 2024

Ano Novo - 2025

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Just ensemble


Olivier Messas


 


Este foi um ano muito difícil, muito doloroso, um ano irreversível, cruel e abrupto.


Mas foi também um ano de carinho, de aconchego, de amizade, de aprendizagem.


A readaptação do corpo a uma nova realidade exterior, cuja impacto interior é desmesurável, obriga-nos a um reequilíbrio e a um reordenar de prioridades na vida.


A todos os que me vão acompanhando desejo que tenham um ano cheio de boas surpresas.


Que seja um ano de grandes e pequenas aventuras, de obstáculos ultrapassáveis.


Que seja um ano de realidade mais simples e fácil.


Que seja um ano tranquilo e sereno.


Que seja um bom ano e um ano bom.

25 dezembro 2024

Victor Mano

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É com uma enorme dor e um vazio que me despeço da presença física do meu querido pai, Víctor Mano. Mais do que um pai, foste o meu exemplo de vida, a minha força e o meu porto seguro. A tua vida destacou-se não apenas pelas conquistas notáveis, mas sobretudo pelo coração generoso, pela humildade e pela forma como tocaste as vidas de todos à tua volta.


Para além de seres um atleta exemplar e um treinador dedicado, foste um verdadeiro mestre de valores. Ensinaste-me que a verdadeira grandeza não reside nos títulos, mas na forma como vivemos e como ajudamos os outros. Quem teve o privilégio de te conhecer ficou marcado pela tua sabedoria, pela tua bondade e por aquele espírito único que iluminava qualquer espaço onde estivesses.


A tua partida deixa um vazio que não consigo descrever, nem consigo acreditar. Sinto que uma parte de mim morreu contigo. Ainda preciso tanto de ti, do conforto das tuas palavras e da tua força. Mas sei que estarás sempre comigo, a viver em cada memória, em cada lição e em cada valor que transmitiste. O teu nome, Víctor Mano, será sempre uma inspiração, um símbolo de dedicação e humanidade.


Obrigada, pai, por tudo o que foste, por tudo o que nos deste e por tudo o que nos ensinaste. Prometo honrar o teu legado e levar comigo os teus ensinamentos. Descansa em paz, querido pai, sabendo que nunca serás esquecido. Continuarás vivo no coração de todos os que tiveram o privilégio de te conhecer. Amo-te para sempre.


Sport Lisboa e Benfica


Atletismo


CNN Portugal


DN


RR


24 dezembro 2024

À espera do nascituro

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Salvador Dalí


 


Um ramo de folhas duras


Pedacinhos de luar


A alma feita em costuras


De feridas por sarar


 


Aconchega o olhar


No piso de tanta ausência


Apresta-se a respirar


Um mundo sempre em carência


 


Nesta branda consoada


À espera do nascituro


Tristeza bem arrumada


No fundo do seu futuro

21 dezembro 2024

Manhãs de Inverno

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Edward Hopper


 


Manhãs de Inverno, claras e frias. O Sol coado pelas persianas, ainda baixas.


Ouço a água a correr de um duche.


Alguma paz e serenidade, neste Natal mais vazio.


Os sons da vida que continua, as cores de um mundo que não parou.


Como se não houvesse nada que ficasse, como se nada fosse perene.

14 dezembro 2024

Cinzas


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Camille Claudel



 

Aproximo a lareira

Pra aquecer meu coração 

Nas cinzas desta fogueira 

Vou soprar a solidão 

 

Rodo as paredes vazias

No branco deste Natal

Os olhos que me acendias

Mil estrelas num castiçal 

 

Regresso à névoa esfumada

De uma memória querida

Tua mão entrelaçada

No fio da minha vida

Fado de Natal


 

Natal doce Natal quente

Ano a ano de seguida

Um Natal que se ressente

No arder da despedida

 

Não tenho mãos pra rezar

Ao Jesus que vai nascer

Nem o brilho do altar

Que me possa absolver

 

E o Natal que se aproxima

Vai escrevendo esta canção

Não há dor que nos redima

Nem nos ensine o perdão

 

Não fosse o Natal um fado

Um encontro sem idade

Um poema declamado

Na voz prenha de saudade

 

O Natal sempre resiste 

Aos atropelos da vida

Nesta alma que persiste

Há esperança comovida

A Grande Reunião

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Tenho, por diversas vezes, aplaudido aqui o Teatro Meridional. E vou fazê-lo de novo.


A Grande Reunião, com texto de Mário Botequilha e encenação de Miguel Seabra, é extraordinário, dos melhores espectáculos que já vi.


Um grande texto, sarcástico, verrinoso, cómico, profundo, aproveitando as palavras e referências várias, até de John Lennon, numa crítica certeira e mordaz à nossa sociedade desigual e cruel, com uma beleza e uma elegância incríveis.


Um conjunto de grandes actores, uma atmosfera sonora a condizer e uma cenografia minimalista, é tudo grande.


O Teatro no seu melhor. Parabéns ao Teatro Meridional e a todos os que com ele colaboram e nos dão estes fantásticos momentos, em que nos olhamos ao espelho e por dentro, em que nos espantamos e emocionamos.


Vão ver. Já só têm uma semana.



Sinopse


Estamos à beira do colapso da civilização, tal como foi pensado pelos Pantalones. Eles são os sovinas ultra-ricos da Commedia dell’Arte e controlam as tecnologias, o dinheiro, o cerne das nossas vidas. Os Pantalones dominam toda a informação que circula em todo o mundo entre todas as pessoas e programaram uma tempestade perfeita que faz coincidir a ruína económica, o desastre ambiental e as ditaduras populistas. Mas este desastre é só para os outros: os Pantalones têm tudo pensado para se porem ao fresco assim que a sociedade mergulhar no caos, uma estratégia pantalónica circunscrita a 1% da população mundial. Tudo isto é decidido num encontro muito exclusivo a que apenas os multimilionários e poderosos Pantalones têm acesso. Bem-vindos à Grande Reunião.


 


Ficha Artística


Texto: Mário Botequilha


Encenação e desenho de luz: Miguel Seabra


Interpretação: Carlos Pereira, Catarina Mota, Diana Costa e Silva, Emanuel Arada, Henrique Gomes, José Mateus


Espaço cénico e figurinos: Hugo F. Matos


Música original e espaço sonoro: Rui Rebelo


Assistência de encenação: Nádia Santos


Direção de cena, assistência de cenografia e montagem: Marco Fonseca


Montagem e operação técnica: André Reis


Assistência de produção e comunicação: Rita Mendes e Teresa Serra Nunes


Produção executiva: Susana Monteiro


Direção de produção: Vanessa Alvarez


Direção artística Teatro Meridional: Miguel Seabra e Natália Luiza


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Christine Tenho um carro possuidor de autonomia e vontade próprias. Ligado ou desligado. Sem perceber como nem porquê, este meu carro reso...