Natal doce Natal quente
Ano a ano de seguida
Um Natal que se ressente
No arder da despedida
Não tenho mãos pra rezar
Ao Jesus que vai nascer
Nem o brilho do altar
Que me possa absolver
E o Natal que se aproxima
Vai escrevendo esta canção
Não há dor que nos redima
Nem nos ensine o perdão
Não fosse o Natal um fado
Um encontro sem idade
Um poema declamado
Na voz prenha de saudade
O Natal sempre resiste
Aos atropelos da vida
Nesta alma que persiste
Há esperança comovida

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