02 outubro 2009

Georgia

 



Ray Charles


 


 


Georgia, Georgia,

The whole day through

Just an old sweet song

Keeps Georgia on my mind


 


I'm say Georgia

Georgia

A song of you

Comes as sweet and clear

As moonlight through the pines


 


Other arms reach out to me

Other eyes smile tenderly

Still in peaceful dreams I see

The road leads back to you


 


I said Georgia,

Ooh Georgia, no peace I find

Just an old sweet song

Keeps Georgia on my mind


 


Other arms reach out to me

Other eyes smile tenderly

Still in peaceful dreams I see

The road leads back to you


 


Georgia,

Georgia,

No peace, no peace I find

Just this old, sweet song

Keeps Georgia on my mind


I said just an old sweet song,

Keeps Georgia on my mind


 

Governo minoritário

 



 


As especulações em relação às hipóteses de coligações entre o PS e os outros partidos são mais que muitas.


 


Por muito que haja uma maioria estável com uma coligação entre o PS e o PP, parece-me totalmente contra natura. Aquilo que o PP defende, em várias áreas, desde a económica, passando pela social e terminando na política de emigração, que são contrárias à matriz ideológica do PS e da maioria do eleitorado.


 


Por outro lado o resultado eleitoral foi contrário à solução de bloco central, pois privilegiou partidos como o PP e o BE.


 


Em relação a uma coligação com o BE, ou com o BE e o PCP afigura-se ainda mais remota. Tanto Francisco Louçã como José Sócrates demonstraram, na noite das eleições, que a convivência será difícil. Uma aliança entre PS e PCP será vista com muita desconfiança  pelo eleitorado do PCP e do PS.


 


Resta ao PS avançar para um governo minoritário e procurar entendimentos parlamentares. É mais arriscado, é mais instável mas é mais verdadeiro em relação ao resultado eleitoral e ao que se espera deste governo.


 








Hand in hand

 



 


Sem palavras.


 


(Pátio das Conversas)


 

01 outubro 2009

Gente

 


 


é tudo gente morta


Gente eterna acordada


em terras alheias e quentes


em terras fundas carentes


 


gente só rejeitada


em risos rictos assentes


em tábuas rasas ardentes


 


gente de ferro tatuada.


 

Période bleue

 



Canta Jane Birkin


 


Je cherche les images roses

Suppose que je me sois trompée

Je trouve un polar gai

Toi en panama "la baie d'Along"

Et moi ma robe en soie

La troll avec ses larges oreilles

Gentille comme Simplet

Et parce que je partais la nuit

Comme allumeuse de jonque

Tu m'as prise sur la banquette

Pleurant, saké sanglant


 


C'est toujours ainsi que la rose est ternie

Mon souvenir s'fait le tri, mettant autant de bleu que de gris


 


Si je cherche des souvenirs roses

Il y a un carnet qui dispose

De belles images de nous en Bretagne et

Qui posent

Et je creuse sur la plage

J' trouve partout ton image

J'entends comme une cornemuse

Tu n'es pas là

Et les feuilles s'amusent

Dans le vent

Embarquant les papiers blancs


 


C'est toujours ainsi que la rose est ternie

Mon souvenir s'fait le tri, mettant autant de bleu que de gris


 


Revenant au carnet rose

Tu as sauvé mon toutou

Parce qu'il était à moi

Je suppose

Car, mon Dieu, t'aimes pas les chiens

Mais t'étais très chic avec le mien

Je trie

Comme quelqu'un qui perd les pages

Y a du vent sur la plage

Et c'est vrai, l'autre soir

J'ai failli te ranger dans un bouquin noir


 


C'est toujours ainsi que la rose est ternie

Mon souvenir s'fait le tri, mettant autant de bleu que de gris


 


Aujourd'hui, parce qu'il fait beau,

J' pense à toi et ton bateau

Aujourd'hui, parce qu'il pleut plus,

Je regrette ton absence, dépourvue


 


Mon souvenir s'fait le tri, mettant autant de bleu que de gris.


 

Cinema Francês

 



 


De 7 de Outubro a 10 de Novembro decorrerá a 10ª Festa do Cinema Francês, nas cidade de Lisboa, Almada, Porto, Guimarães, Faro e Coimbra.


 


Novos autores, curtas-metragens, homenagem a Agnès Varda, concertos com Jane Birkin e Moriarty, muitas razões para seguir sem descanso esta festa, e participar nela.


 

30 setembro 2009

Do regular funcionamento das instituições

 



 


TÍTULO II

Presidente da República

CAPÍTULO I

Estatuto e eleição

Artigo 120.º

Definição

O Presidente da República representa a República Portuguesa, garante a independência nacional, a unidade do Estado e o regular funcionamento das instituições democráticas e é, por inerência, Comandante Supremo das Forças Armadas.


 


 


Em Agosto do ano passado, a propósito do Estatuto Político-Administrativo da Região Autónoma dos Açores, Cavaco Silva abriu um conflito institucional com a Assembleia da República. Para quem ainda se lembra, o Presidente dirigiu-se ao país queixando-se de falta de lealdade para com ele, pelo facto dos partidos políticos (todos os partidos políticos) não terem feito as correcções que exigia para a sua promulgação.


 


Embora e Estatuto tenha sido aprovado por unanimidade, tudo se passou como se apenas o PS não tivesse acatado as orientações presidenciais. Significativamente, Cavaco Silva não tinha pedido a fiscalização, pelo Tribunal Constitucional, do artigo que o levou a vetar o Estatuto. Nessa altura sugeri que talvez Cavaco Silva tivesse agido propositadamente para obrigar o PS a defender a Assembleia sozinho, ficando com o ónus do início do fim da cooperação estratégica.


 


Neste momento as manobras, que as houve, de manipulação política foram, na minha opinião, engendradas pela Presidência da República com o objectivo, que vem desde essa altura, de intervir activamente no poder executivo, alicerçado ainda no facto de Manuela Ferreira Leite ter assumido a liderança do PSD.


 


Parece-me a única explicação possível para a atabalhoada e desconexa declaração de ontem, pois as manobras foram mal executadas e postas a público. E aquilo que seria uma fabricação de notícias que visavam fundamentar a tese da asfixia democrática e da censura à TVI, tese única e avassaladora da campanha do PSD, transformou-se num pesadelo quando foi publicado o e-mail no DN.


 


Não sei como tudo isto irá acabar. Mas os rumores que se começam a ouvir e as sugestões que já se lêem da hipótese de o Presidente favorecer a formação de um governo de coligação PSD-CDS, demonstram a vontade de alguns em que Cavaco Silva faça um golpe de estado palaciano.


 


Dizem-me que isto não tem importância. Pois a importância que lhe dou é que a definição constitucional de Presidente da República está totalmente desvirtuada. Neste momento o Presidente é o principal causador da desunião do Estado e do irregular funcionamento das instituições democráticas.


 


(É ou não uma excelente teoria da conspiração?)


 

Mudanças

  Las manos Eduardo Kingman Aos poucos vou mudando a casa, vou adaptando o espaço à minha pessoa. Reduzir coisas e coisas e coisas. Clarear,...