01 janeiro 2022

Inícios

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Jonathan Mallett


 


Luminosos dias de um início.


Nascemos a cada instante para o mundo


que fizermos os abraços que tanto


nos faltam a esperança que nos dá


vida.

31 dezembro 2021

Que sejamos felizes

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No último dia de 2021 fazia um post assim titulado.


Há uma nuvem que perpassa por 2020 e 2021. Quase parece que os anos estão congelados, suspensos, tanto como suspendemos e congelámos as nossas vidas.


No último dia do último ano também tínhamos umas eleições perto. Essas previsíveis, enquanto as próximas o são menos.


Imprevisibilidade, é mesmo a palavra que me ocorre quando penso no ano de 2022.


Porque vou aprendendo, à medida que os anos passam, que tudo pode mudar de um momento para o outro, que o que sabemos certo pode transformar-se no incerto.


Perigosos tempos os que passamos.


Que sejamos felizes, É mesmo o que mais importa. Que sejamos felizes nós por fazermos felizes os outros.


Até para o ano.

28 dezembro 2021

60 pinguins

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Alguém me parabenizou com uma imagem de 60 pinguins.


Mesmo sem explicar o que esta piada privada significa, fica bem de ver que os 60 anos vierem ter comigo, ou eu deixei de fugir deles.


É realmente muito. Não sei porque são iguais aos 50 e, se calhar, também aos 40.


Os anos passam e eu sinto-me igual, com a excepção dos dias em que me sinto com 1000. Para mais, os últimos (2020 e este) não existem na minha mente, embora tenha a certeza de que irão perdurar na minha memória.


Muito obrigada a todos quantos se lembraram de mim, neste dia que acaba por ser sempre um marco, e ao qual atribuímos significados que, na maioria das vezes, não têm significado nenhum.


Para o ano haverá mais..... espero.

19 dezembro 2021

Dormências

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Harrie Fasher


 


Olho para o dia como sucessão de segundos


cada qual mais longínquo e inatingível.


Deslaçado o corpo e dormente a alma


arrasto a vontade de alargar as brumas da noite


fumos cinzentos mantos pesados


uma diáfana impalpável realidade virtual


que vai protelando transferindo adiando


desde o imperceptível estremecer da madrugada.


 

12 dezembro 2021

Cadernos de Dominguizo

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A minha amiga Ana Marques Pereira é uma mulher extraordinária.


Não só como clínica, rigorosa, competente, empática, informada (tratam-se doentes, não doenças), com quem tive o privilégio e o prazer de trabalhar durante alguns anos, mas também como pessoa interessada na vida, na História, nos livros, nos manuscritos, na arquitectura, nos objectos, nos ingredientes, na indústria, enfim, em tudo o que se relacione com cozinhas, gastronomia e alimentação humana ao longo da História.


Interessada e interessante, consegue verter os seus conhecimentos para vários livros e conferências, cursos e palestras, com a animação de quem está a contar uma história policial, com a erudição e a simplicidade de quem sabe, de facto, muito.


Também com ela partilho o gosto pelos policiais e pelos heróis de Agatha Christie. Talvez esse gosto tenha sido uma das razões pela escolha da Medicina como profissão - a procura do diagnóstico através das várias pistas que são os sinais e os sintomas, o relacionar tudo isso, o conhecer o corpo e também a personalidade do doente que nos conta, saber escutar e fazer as perguntas certas.


Pois a Ana Marques Pereira lançou ontem mais um livro interessantíssimo - Cadernos de Dominguizo. É um livro que relata a forma como descobriu imensas coisas sobre uma abastada família da Beira Baixa (séc. XIX) através de 2 cadernos de receitas manuscritos, que tinha comprado há já bastante tempo.


Uma verdadeira história policial, cheia de pistas que se vão estudando e esgotando, cheia de conhecimento, referências, citações e explicações, bem contada, num livro lindo e muito bem feito.


Parabéns a ela e a quem com ela trabalhou para que o livro se transformasse numa realidade. E a Alexandra Prado Coelho que tão bem o comentou.


E não se esqueçam! Se também escreverem à mão as vossas receitas culinárias, não se esqueçam de as compilar, dar-lhes um título, assinarem e datarem! 


Aqui está uma bela surpresa de Natal.

Arroz de Natal....

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Arroz de frango ou de pato? De peru ou de marisco?


Arroz ou massa? Estrelinhas ou lacinhos? Ou esparguete?


Frango inteiro ou algumas partes? Cozido e desfiado ou guisado e inteiro?


Com legumes ou com chouriço? Com farinheira? Morcela? Ou com ervilhas e milho?


Com tomilho ou com coentros? Com salsa? Com aipo?


Mas que dúvidas existenciais.


Mas que indecisões incomensuráveis.


Mas que insatisfação inexcedível.


 


Inovemos:


Frango desnudo e desfeito, em cama de legumes variados e cogumelos, envolvido por arroz agulha e polvilhado de coentros.


 


Cozer muito bem 2 membros inferiores de frango e 2 peitos, sem peles, em água com sal, pimenta, aipo, cenoura, alho, louro e um pouco de cebola. Reservar o frango e coar a água.


Refogar cebola, alho, pimento vermelho, um pedacinho de gengibre, cogumelos, aipo, couve coração e um pouco de bacon em fatias, com azeite, sal e pimenta. Depois de tudo já bem refogado e ligado, deitar lá para dentro o frango desfiado, arroz agulha e a água de cozer o frango (a água é sempre o dobro do arroz).


Depois do arroz já pronto, polvilhar com coentros (afinal foi salsa) aos bocadinhos.


Servir e comer.

Skoda - o carro musical

Christine Tenho um carro possuidor de autonomia e vontade próprias. Ligado ou desligado. Sem perceber como nem porquê, este meu carro reso...