03 março 2020

Como lavar as mãos


Simples mas essencial, é a melhor prevenção para muitos tipos de doenças, nomeadamente o COVID-19.


Nossa responsabilidade.

01 março 2020

A pandemia em 2 gráficos

Utilizando apenas os dados publicados nos Situation Reports da OMS, deixo 2 gráficos (de 19/Fevereiro a 01/Março) representativos do número de novos casos confirmados de infecção por COVID-19 (Gráfico 1) e da mortalidade associada à infecção (Gráfico 2). Os gráficos mostram os dados da China, dos Outros países e do Total.


É de realçar que estes números dizem respeito apenas aos casos confirmados laboratorialmente. Há sempre casos que escapam, ou porque não deram qualquer sintomatologia, ou porque a sintomatologia não levou os doentes a recorrerem a qualquer instituição de saúde.


 


Gráfico 1


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O número de novos casos desceu na China (estava a descer desde 05 de Fevereiro) mas está novamente a aumentar. Vamos ver se a tendência se mantém. Nos restantes países os novos casos estão a aumentar, o que se entende pois a infecção começou a espalhar-se mais tarde.


 


Gráfico 2


grafico 2 covid19 01032020.jpg


Na China e em média, a mortalidade cifra-se nos 3,21%, mas parece ter tendência a aumentar (hoje está em 3,59%). Nos restantes países ela é, em média, de 1,06%, mas também com tendência a crescer (hoje está em 1,45%). No global, a mortalidade média é de 3,14% (hoje é de 3,42%).


Mais uma vez, estes números referem-se apenas aos casos confirmados laboratorialmente.

O segredo é a prevenção

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E o mais importante de tudo é a prevenção da infecção pelo COVID-19. Aderindo aos mais saudáveis hábitos nutricionais, fiz um Doce de Tomate que ficou uma especialidade, e que será um escudo contra qualquer tipo de vírus, maleita ou mau olhado.


O tomate que usei foi daquele redondinho e pequeno, que vem em ramadas, e que se chama…. tomate rama! Usei 1500 g já depois de tirar a pele.


Foi tudo o que desperdicei. Com uma faca bem afiada, pois não tenho paciência para os pelar. Também não retirei as sementes nem os espremi, como li em muitas receitas descritas na net.


Portanto descasquei os ditos, cortei-os em pedacinhos pequenos e juntei 1000 g de açúcar amarelo, 4 paus de canela, 4 cravinhos, casca e sumo de 1 limão.


Ficou no fogão a borbulhar durante um bom bocado. Quando começou a ficar menos líquido, retirei a canela e os cravinhos e, com a varinha mágica, reduzi tudo a um puré. Bem, não ficou totalmente moído, mas eu até prefiro assim. Voltou ao lume até fazer ponto de estrada e ficou pronto.


Não há vírus que lhe resista! Com torradinhas e queijo fresco, é a imunidade total!

29 fevereiro 2020

Algumas notas da entrevista

Excertos da entrevista a Graça Freitas:


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Soundbites e informação

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No meio da uma iminente epidemia em Portugal, causada pelo COVID-19, à falta de casos positivos para regalar os alarmismos dos títulos dos jornais, usam-se frases da Directora Geral de Saúde numa entrevista, em que fala de cenários e número de infectados na totalidade do decurso da referida epidemia.


Em tempos de crise, seja ela de saúde ou outra, a informação é a base de todas as decisões e de todos os planeamentos para minimizar os impactos sociais, económicos, etc. O rigor, a serenidade e o sentido de responsabilidade deveriam pautar as linhas editoriais dos media.


Assiste-se exactamente ao contrário. Graça Freitas tem sido clara, serena e esclarecedora. Mas nada a salva, a ela nem a ninguém, da pesca de soundbites para angariar leitores, independentemente da justeza e verdade dos factos.


Estamos preparados? Tal como o resto do mundo com sistemas de saúde organizados, como é o caso do nosso, estamos preparados para nos prepararmos. É sempre assim, com todas as epidemias, todos os anos. A contribuição tem que ser de todos, começando nas Instituições e acabando nos cidadãos. Calma e serenidade, atenção e confiança. O medo é o pior conselheiro e o mais terrível vírus de todos.


Sites informativos e fidedignos:


Direcção Geral de Saúde; Organização Mundial de Saúde


Artigo informativo: The Guardian


15 fevereiro 2020

Da finitude

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Daphne Wright


Swan, 2007


 


Há uns meses, numa das sessões clínicas a que assisti, o director da unidade de cuidados intermédios, chamou a atenção da assistência da incapacidade que temos em falar com as pessoas sobre se queriam e o que queriam caso estivessem com uma doença incurável e a aproximar-se da morte. Ou mesmo com os nossos familiares e amigos mais velhos, com quem nos é mais próximo e com quem mais amamos.


E disse-nos que, na maioria das vezes, as pessoas mais velhas e doentes queriam falar disso, esclarecer que não queriam determinado tipo de tratamentos, que queriam que os deixassem morrer em paz, sem idas repetidas aos serviços de urgência, internamentos, medicamentos, entubações, acessos vasculares, bombas de oxigénio, etc. Que, quando o conseguiam fazer, ficavam mais serenos e compensados, tinham a certeza que a sua finitude era uma inevitabilidade que eles próprios já tinham aceite e que nós nos recusamos a ver.


E perguntou mesmo quantos de nós sabiam o que queriam os nossos pais quando a morte se aproximasse. Se sabíamos dos seus preparativos e anseios, da sua preocupação com a nossa própria dor, da sua tristeza ao perceberem que fugíamos do assunto como se ele não existisse. E que essa fuga os acabrunhava mais que a decisão de deixar a morte chegar.


Nesta discussão da eutanásia ouço muitos pronunciarem-se mas pergunto-me se, dentro de si mesmos, já terão tido a coragem de enfrentar este tipo de conversas. Se, no fundo, todos esperamos que por algum decreto divino tudo seja revelado e resolvido sem que tenhamos que nos envolver.


E isso é impossível. E os nossos receios são aqueles que mais nos assombram e mais nos impedem de deixar que as decisões não sejam as nossas, mas de quem está verdadeiramente em causa.

12 fevereiro 2020

O descongelamento pontual corrosivo

cavaco_campanha_pr11.jpg“Os deputados não podem tratar com leviandade o bem mais precioso de cada indivíduo, a VIDA. Não procurem enganar os portugueses dizendo que é uma questão de consciência. É sim, um retrocesso no nosso sistema de valores” (...) “os portugueses que defendem o primado da vida humana devem registar o nome daqueles que, na Assembleia da República, votaram a favor da eutanásia” (...) “para o futuro, é importante não esquecer quem são os responsáveis por tão grave erro moral”.


 


Cada vez que sai da torre de gelo onde se esconde, Cavaco Silva descongela e corrói com o seu azedume qualquer debate sério sobre qualquer assunto - neste caso a despenalização da eutanásia.


Do alto da sua grandeza moral, que os restantes pobres mortais só terão se nascerem várias vezes, sai a lingua viperina condenando a moralidade dos deputados, exortando os fiéis a identificarem aqueles que, em nosso nome (como os eleitos numa democracia representativa), decidirem sobre este assunto.


Tal como quando se falava da despenalização do aborto, lembrando-se a indispensabilidade da educação sexual e do planeamento familiar, para além do perigo do aumento em flecha do número de abortos que se iria transformar num método contraceptivo, já se reúnem os mesmos grupos para prever a horda de assassínios de gente abandonada, lembrando a importância dos cuidados paliativos.


É um assunto difícil pois mexe com as mais íntimas concepções de vida e de morte, com o sofrimento e com a dignidade de cada um de nós. Cavaco Silva levou a discussão para o campo da culpa - exactamente aquilo que se não deve fazer.


Nota: vale a pena ler esta opinião de Alexandre Quintanilha.

Skoda - o carro musical

Christine Tenho um carro possuidor de autonomia e vontade próprias. Ligado ou desligado. Sem perceber como nem porquê, este meu carro reso...