18 fevereiro 2018

Qu'est ce qu'on attend pour être heureux


Paul Misraki & André Hornez


Avalon Jazz Band


 


 


 


Qu'est-c' qu'on attend pour être heureux?


Qu'est-c' qu'on attend pour fair' la fête?


Y a des violettes


Tant qu'on en veut


Y a des raisins, des roug's, des blancs, des bleus,


Les papillons s'en vont par deux


Et le mill'-pattes met ses chaussettes,


Les alouettes


S'font des aveux,


Qu'est-c' qu'on attend


Qu'est-c' qu'on attend


Qu'est-c' qu'on attend pour être heureux?


 


Quand le bonheur passe près de vous,


Il faut savoir en profiter


Quand pour soi, on a tous les atouts,


On n'a pas le droit d'hésiter


Cueillons tout's les roses du chemin,


Pourquoi tout remettr' à demain


Qu'est-c' qu'on attend pour être heureux?


 


Qu'est-c' qu'on attend pour être heureux?


Qu'est-c' qu'on attend pour fair' la fête?


Les maisonnettes


Ouvrent les yeux,


Et la radio chant' un p'tit air radieux,


Le ciel a mis son complet bleu


Et le rosier met sa rosette


C'est notre fête


Puisqu'on est deux.


Qu'est-c' qu'on attend?


Oh dis!


Qu'est-c' qu'on attend?


Oh voui!


Qu'est-c' qu'on attend pour être heureux?


 


Qu'est-c' qu'on attend pour être heureux?


Qu'est-c' qu'on attend pour perdr' la tête?


La route est prête


Le ciel est bleu


Y a des chansons dans le piano à queue...


Il y a d'l'espoir dans tous les yeux


Y a des sourir's dans chaqu' fossette


L'amour nous guette


C'est merveilleux


Qu'est-c' qu'on attend


Qu'est-c' qu'on attend


Qu'est-c' qu'on attend pour être heureux?


 

Da hidratação saudável

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Precipitando-me em tropel acelerado para uma vida tão saudável que nem sei como, algum dia, a morte me escolherá, ontem dei mais um passo muito decisivo nesta correria. O objectivo era arranjar uma garrafa de água para levar para o treino (palavra que já entrou no meu léxico) que não fosse de plástico.


 


Tal como Cristo, o jejum ressuscitou e é prescrito por todos os PTs do país (ou do mundo?). Comer de 3 em 3 horas, para que a glicemia se mantenha estável e não haja picos de insulina? Isso já está totalmente ultrapassado. A nova trendy dietética é o jejum. Não sei por quanto tempo (e achei melhor nem indagar pois, seguramente, não iria gostar da resposta). Ora a juntar-se-lhe, e ao ultra processamento dos alimentos, agachamentos, remadas e empranchamentos, para além das bicicletas, passadeiras e sei lá que mais, está o bebericar de água que terá, pelo menos na ciência certa dos PTs, propriedades adelgaçantes e um estranho e inexplicado efeito de redução da frequência cardíaca, levada aos píncaros pelos esplendorosos exercícios.


 


Mas, oh horror dos horrores, a garrafinha de água do Luso que eu, displicentemente, usava, estava a potenciar todos os efeitos cancerígenos e obesogénicos do plástico do dito continente. Não pensem que é fácil resolver este magno problema. Uma garrafinha de água para o treino (devia emagrecer só de repetir esta palavra) tem que ser leve e não se partir, para além de ser rápida e fácil de usar no bebericanço. As que encontrei na Sport Zone e na Decathlon tinham que se desenroscar umas, outras tinham um bico para esguichar nada simpático, outras ainda nem percebi como se usam. E além disso eram todas de plástico.


 


Ontem, ao passar por uma bancada do Smartlunch, empresa que proliferou e inchou nos últimos anos, dei com as garrafas exemplares! De vidro, envoltas numa matéria plástica (mas sem contacto com a água) para que não se partam, com uma rolha fácil de desenroscar - heaven, como diria a Tootsie.


 


Enfim, saúde saudável, aí vou eu.


 

No limite

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Músico sem cabeça


Hans Stellingwerf 


 


 


1.


Queremos-te plana sem rugosidades centrais


ou periféricas. Silenciosa no trabalho


da sobrevivência. Transparência total e etérea


na competência da inexistência. Queremos-te invisível


na omnipresença do amaciar da nossa vida.


Aprende.


 


 


2.


No limite do dia escolho a chuva


os passos na calçada que se esvai.


Ao procurar as luzes que se apagam


acendo os olhos solto os cacos


da renovada ilha onde me escondo.


Nada quero e nada sou


neste espaço limitado que escolhi.


 

17 fevereiro 2018

Erotic Stories for Punjabi Widows

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Balli Kaur Jaswal


 


Aqui está um livro interessantíssimo, muito bem escrito, que nos coloca em confronto com os preconceitos que todos temos em relação a culturas diferentes, que nos mostra o que são as comunidades dentro de outras, no caso uma comunidade Punjabi no centro de Londres.


 


A partir da história de uma jovem mulher filha de imigrantes indianos, cuja vontade é libertar-se e libertar outras mulheres indianas das amarras de costumes ancestrais que considera retrógrados, vai-se desenrolando uma trama em que se descobre que a vida das viúvas não é exactamente o que parece, que o fervilhar da intriga, da imaginação, do erotismo, do crime e da camaradagem fazem o quotidiano das gentes que passa a considerar suas.


 


Para quando a publicação em português?

Da eternidade dos segundos

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Adalberto Campos Fernandes tem sido extremamente habilidoso em desbaratar a esperança que muitos nele depositaram, bem acompanhado pelo Primeiro-ministro que, no que diz respeito à Saúde, não tem conhecimento, não quer ter e tem raiva de que o tem.


 


O empurrar os problemas, dando sempre uma ideia de grande seriedade e abrangência de soluções desbloqueadas, que depois correspondem a falta de honestidade política para não dizer ao despudorado engano dos interlocutores, tem sido, lamentavelmente, a prática deste Ministro.


 


O concurso para médicos está há quase 1 ano a poucos dias de se iniciar, ou mesmo a poucos segundos, as verbas para os Hospitais estão à espera que o Ministro das Finanças se digne autorizar a sua utilização, e o palavreado asséptico já não engana. Que tristeza.

Da preguiça nacional

Num país em que a precariedade no emprego é enorme, em que os níveis de remuneração são baixíssimos, para trabalho qualificado e não qualificado, em que há imensas empresas a usar os seus trabalhadores em trabalho voluntário, explorando o medo de se ser despedido, em que não se respeitam horários, domingos ou feriados, Ferraz da Costa tem a desvergonha de dizer que as pessoas não querem trabalhar.


  


Há, de facto,um conjunto de gente que se acha com o direito de impor aos outros as suas ideias de supremacia. Porque na base de todas estas baboseiras há sempre a certeza de que algumas regras não se lhes aplicam.


 


É revoltante.

Dos incêndios que se anunciam

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SIC


 


 


Depois do braseiro nacional do ano passado e dos braseiros dos anos anteriores, caminhamos para outros braseiros que se anunciam. Depois da comoção nacional pela catástrofe de 2017, com Portugal a arder, pessoas a morrer, destruição de empresas, de casas, de vidas, depois de toda a solidariedade, dádivas, ajudas e apoios, acusações e demissões, algumas notícias vão mostrando que, de novo, nos esquecemos de tudo. Porque a culpa ou a responsabilidade nunca é nossa, mas sempre de terceiros - do governo, dos Bombeiros, da Altice, dos loucos, de todos, menos nossa.


 


E no entanto, vamos assistindo às notícias que nos dão conta da corrida aos viveiros para plantar eucaliptos, para tentar contornar e minimizar a proibição legislativa, às declarações dos Municípios que dizem não conseguir promover a limpeza das florestas até à data fixada por lei - 31 de Março - tentando adiar e compartimentar procedimentos absolutamente essenciais, apesar dos meios que têm sido postos à sua disposição.


 


Serão necessários muitos anos para tentar melhorar o que foi abandonado durante décadas e muitos investimentos na renovação e no reordenamento do território, na ajuda a quem mais sofreu. Mas a urgência da situação vai-se esgotando porque as pessoas esquecem depressa que são elas próprias as principais responsáveis.


 


Estamos quase no fim de Fevereiro e a chuva continua muitíssimo escassa. Reunem-se as condições para um Verão quente. E a próxima tragédia está mesmo ao virar da esquina.

Galos na Praça da Fruta

Ontem, depois do concerto, caminhei calmamente de regresso ao hotel passando pela Praça da Fruta, àquela hora já ao lusco-fusco, ainda com v...