
Músico sem cabeça
1.
Queremos-te plana sem rugosidades centrais
ou periféricas. Silenciosa no trabalho
da sobrevivência. Transparência total e etérea
na competência da inexistência. Queremos-te invisível
na omnipresença do amaciar da nossa vida.
Aprende.
2.
No limite do dia escolho a chuva
os passos na calçada que se esvai.
Ao procurar as luzes que se apagam
acendo os olhos solto os cacos
da renovada ilha onde me escondo.
Nada quero e nada sou
neste espaço limitado que escolhi.
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