18 fevereiro 2017

Um dia como os outros (171)

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(...) Na verdade, o que a direita não suporta é que Centeno tenha provado que era possível trilhar outro caminho económico, com menos sacrifícios para os portugueses, e mesmo assim conseguir reduzir o défice para valores historicamente baixos, o mais baixo em 42 anos de democracia, coisa que a direita nunca conseguiu até agora. O que a direita não perdoa a Centeno é que tenha conseguido fazer isto colocando a economia a crescer um pouco mais do que se esperava, com o regresso do investimento, a subida das exportações, a melhoria do clima económico e do indicador de confiança.


 


É por isso que a direita quer abater Centeno. O homem tem um belo cartão de visitas para apresentar cá dentro e lá fora, junto dos seus parceiros do Eurogrupo. E o que importa ao país não são seguramente os sms que trocou com Domingues mas os resultados económicos das suas políticas. Para já, os segundos estão a ganhar por 10-0 aos primeiros.


 


Nicolau Santos

15 fevereiro 2017

E ainda...

... Estou a ouvir o André Macedo na RTP3 e até me parece estar a dizer coisas sensatas, ele e António José Teixeira.


 


Por outro lado, estou convencida que a maioria das pessoas está farta deste tema e o que quer é que Mário Centeno e o Governo continuem o seu trabalho!


 

O novelo da novela

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Mário Centeno é o Ministro das Finanças de um governo que, após os anos de chumbo que vivemos, conseguiu cumprir não todas as promessas, mas algumas delas bem importantes, nomeadamente o défice, ao mesmo tempo que devolvia alguns dos rendimentos que tinham sido retirados dos cidadãos, não provisoriamente como a PAF nos queria fazer crer, mas definitivamente como a PAF prometia em Bruxelas.


 


Herdou um enorme imbróglio no sector financeiro, com o problema do BANIF a explodir-lhe nas mãos, para além do problema da CGD que, não esqueçamos, Passos Coelho gostaria muito de privatizar. Conseguiu uma vitória negocial em Bruxelas, precisamente sobre a mesma CGD, que todos tinham vaticinado impossível.


 


Ao querer uma administração profissional, acabou por ceder onde não devia ter cedido - permitir que António Domingues e a sua equipa exigissem o inaceitável. Não tenho dúvidas que o terá feito de boa fé e a bem do País, mas o Estado tem que se dar ao respeito e não pode permitir que os Administradores ditem as leis que querem e que não querem cumprir.


 


A oposição de direita não tem conseguido vender aos cidadãos a sua cartilha; há distensão social, as pessoas têm mais esperança, os indicadores económicos estão a melhorar, tudo lhe corre mal.


 


Usando de uma linguagem boçal, dando cambalhotas de incoerência e criando casos, a direita política viu nesta atabalhoada negociação entre o governo e a administração da CGD a oportunidade para atacar Mário Centeno. Tudo serve, até mesmo a publicação das SMS trocadas entre ele e António Domingues. Já não há nada que seja privado, nem as mensagens que se trocam no telemóvel.


 


E não há boa notícia que abafe a gritaria da direita, secundada por uma comunicação social que faz parte do combate político, cujos comentadores vêm os seus comentários desmentidos pela realidade, à medida que a Geringonça se mantém a governar e até a Europa elogia a governação.


 


Por muito bom Ministro que Mário Centeno tenha sido e seja, penso que a sua permanência no governo será uma fonte de desgaste permanente. Ou a base política de apoio - PS, BE e PCP - consegue marcar a agenda mediática de forma a calarem a direita, ou Mário Centeno terá que pagar com a sua demissão o erro que cometeu com António Domingues. É muito injusto, mesmo muito, mas não me parece haver muitas alternativas.


 


Nota: não consigo compreender como Marques Mendes se mantém a fazer as figuras que faz; como Lobo Xavier sabe da existência de SMS comprometedoras ou não; como estas duas personagens se mantém como conselheiros de Estado.

12 fevereiro 2017

Estratégias

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Parece que a estratégia de Passos Coelho e de Assunção Cristas com a TSU não terá tido grande resultado.


 


Veremos se o arrastar do assunto CGD e Mário Centeno mantém, reduz ou aumenta a distância entre a Geringonça e a (ex-) PAF.


 

Rio

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Jason deCaires Taylor


 


 


Desço o rio desta noite


nas margens de pedras amuradas


sem qualquer cais de serenidade.


 


Aguardo a noite deste rio


nos muros de margens empedradas


sem querer mais que serenidade.


 

05 fevereiro 2017

A dor dos outros

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The mourners


 


A dor dos outros


Está fora da janela.


Entristece-nos


Como um ciclo de chuvas


Mas não nos molha os pés


Nem os cabelos.


 


Por vezes avistamo-la


Na soturna rua


Que a medo atravessamos.


Ou no café


Onde uma mão se estende.


 


Vamos então ao armário maior


Buscar o dó, a pena.


E ao porta-moedas


Rebuscar uns trocos.


 


Alguns de nós


Mas poucos, muito poucos,


Guardaram bagas


Que o tempo lhes ditou.


Verdades que hibernaram


No gelo das idades


E germinaram em caverna escura.


 


Só esses têm a coragem de ver


Que a dor dos outros


É sempre a nossa dor


Que anda em viagem.


E que, curvada,


Ao peso da bagagem


Nos persegue


E procura.


 


Isabel Fraga

A mudez perante o indizível

Timothy Schmalz É frequente ter vontade de escrever a minha indignação pelas várias indignidades a que assistimos diariamente. O mundo mud...