15 novembro 2015

Resistências

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Tiago Taron


 



Paris en colère


Maurice Vidalin & Maurice Jarre & Mireille Mathieu


 


Que l'on touche à la liberté
Et Paris se met en colère
Et Paris commence à gronder
Et le lendemain, c'est la guerre
Paris se réveille
Et il ouvre ses prisons
Paris a la fièvre
Il la soigne à sa façon
Il faut voir les pavés sauter
Quand Paris se met en colère
Faut les voir, ces fusils rouillés
Qui clignent de l'œil aux fenêtres
Sur les barricades
Qui jaillissent dans les rues
Chacun sa grenade
Son couteau ou ses mains nues
La vie, la mort ne comptent plus
On a gagné, on a perdu
Mais on pourra se présenter là-haut
Une fleur au chapeau
On veut être libres
À n'importe quel prix
On veut vivre, vivre, vivre
Vivre libre à Paris
Attention, ça va toujours loin
Quand Paris se met en colère
Quand Paris sonne le tocsin
Ça s'entend au bout de la terre
Et le monde tremble
Quand Paris est en danger
Et le monde chante
Quand Paris s'est libéré
C'est la fête à la liberté
Et Paris n'est plus en colère
Et Paris peut aller danser
Il a retrouvé la lumière
Après la tempête
Après la peur et le froid
Paris est en fête
Et Paris pleure de joie

13 novembro 2015

Paris

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O horror do terrorismo dentro das portas da nossa casa europeia, em Paris, símbolo da liberdade. Que o medo não possa fazer vergar a democracia e a sociedade livre.

10 novembro 2015

Cata-vento

Sinto-me um autêntico cata-vento, com distúrbio bipolar.


 


As minhas opiniões variam como as voltas da montanha russa, um carrossel de prós e contras, de achismos e opiniões de tudo e o seu contrário, em ritmos circadianos. Não há pílula que me devolva a estabilidade dos bons princípios.

Do começo das dificuldades

O governo de Passos Coelho e Paulo Portas caiu. Aguardamos a decisão de Cavaco Silva.


 


António Costa assumiu um risco enorme apenas ultrapassado pela responsabilidade do seu governo em nos demonstrar que há outra maneira de governar. Não será de rosas mas de muitos espinhos e cardos os caminhos que irá percorrer, tomando por certo que irá ser Primeiro-ministro.


 


Ser-lhe-á pedido o possível e o impossível, ser-lhe-ão apontados todos os franzir de sobrolhos dos seus aliados à esquerda, suportará o peso de todas as desilusões que, fatalmente, iremos sentir. Se esta coligação não se aguentar, o PS e os partidos à sua esquerda serão submergidos durante algum tempo.


 


Os cidadãos pedem a este próximo governo que os defenda e os honre com o sentido de missão e de serviço público, que lhes devolva o sentido da decência e da dignidade que tanta falta faz a quem já perdeu tanto, que lhes mostre que há esperança num futuro melhor.

09 novembro 2015

Confissão

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Por muito que tente ser fria, realista, distante, pragmática e que observe os meus princípios do alto da sua pureza, confesso a minha secreta e imensa satisfação pelas palavras de Carlos César na Assembleia da República, pelo júbilo de uma nova esperança, pelo limiar da possibilidade de haver outra forma de governar.


 


À falta de argumentos em relação à total e estrita observância dos preceitos democráticos e da Constituição, a nova ordem é atacar o próprio Parlamento, denegrindo o papel dos deputados, insultando-os e tentando demonstrar que é um antro de ente corrupta e preguiçosa. O que mais me incomoda é a adopção deste mesmo tipo de comentários por pessoas que me habituei a admirar, como António Barreto. Feios, porcos e maus, estes deputados de esquerda que tiveram o topete de se concertar para assumirem uma alternativa de governo.


 


O espírito dos inquisidores desperta infelizmente também nas alas mais fundamentalistas do PS. É só observar o bulling a que estão sujeitos aqueles que não estão de alma e coração com esta solução governativa.


 


Vale a pena atentar bem no que disse o líder parlamentar do PS: (...) o Parlamento é um espaço de representação cívica e não um campo de batalha. De convergências e de controvérsia, mas marcado pela concidadania (...) quando os políticos divergem não se devem tornar inimigos (...).

08 novembro 2015

Um político a sério

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Mesmo parecendo contraditório com o que expus no post anterior, devo dizer que António Costa tem demonstrado ser um verdadeiro e hábil político. A forma como transformou uma derrota em vitória é inegável e é a razão porque tantos de nós o desejamos como Primeiro-ministro.


 


O que estamos a viver, com reservas ou sem elas, é bem o espelho de uma reviravolta histórica na nossa vida democrática. E devo ampliar a minha admiração a Catarina Martins e a Jerónimo de Sousa que, mesmo com todas as cautelas e cepticismos, souberam abrir uma hipótese de entendimento, impensável no próprio dia das eleições.


 


Espero que a Europa e os ditos "mercados" saibam respeitar a democracia em Portugal, com os seus tempos e as suas especificidades. Abre-se uma esperança de verdadeira mudança que pode alastrar a outros países. É do êxito dessa mudança que a direita tem medo.


 


Uma nota para o artigo de António Barreto de hoje, no DN, um homem que parece ter desistido da sua posição esclarecida e moderada. A síndroma de Medina Carreira é, infelizmente, contagiosa.

A mudez perante o indizível

Timothy Schmalz É frequente ter vontade de escrever a minha indignação pelas várias indignidades a que assistimos diariamente. O mundo mud...