12 setembro 2015

Prestar contas (2)

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Da mesma forma, a 2 de Julho, Paulo Portas transforma decisivamente o léxico político, dando novos significados ao significante significado da insignificância da sua palavra:


 


(...) Com a apresentação do pedido de demissão, que é irrevogável, obedeço à minha consciência e mais não posso fazer. (...)


(...) Em consequência, e tendo em atenção a importância decisiva do Ministério das Finanças, ficar no Governo seria um acto de dissimulação. Não é politicamente sustentável, nem é pessoalmente exigível.


 


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 Vamos comemorar o feriado de 5 de Outubro um dia mais cedo:


a 4 de Outubro, nas mesas de voto!

Prestar contas (1)

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É bom que não nos esqueçamos que Vítor Gaspar, o Ministro do desvio colossal e do enorme aumento de impostos, pediu a sua demissão a 1 de Julho de 2013, e explicou porquê:


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Vamos comemorar o feriado de 5 de Outubro um dia mais cedo:


a 4 de Outubro, nas mesas de voto!


 


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11 setembro 2015

Assim vê-se melhor...

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Taxa de crescimento real do PIB desde 1976


Pordata


  


... que Passos Coelho é o único dos Primeiros-ministros do pós 25 de Abril que deixou o País muito mais pobre do que o recebeu. E se a crise internacional serve para o justificar, também a crise iniciada pela queda do Lehman Brothers explica muito do que se passou em Portugal, com a política europeia a ordenar os estímulos à economia na tentativa de evitar a recessão económica.


 


Passos Coelho, o seu governo, a maioria em que se apoia e a miríade de economistas e comentadores que pululam pelo espaço mediático, depois de terem aplaudido a vinda da Troika, ao contrário de Sócrates, negam agora a evidência do seu regozijo pela oportunidade de regenerarem o País.


 


Nota: em resposta a um comentador do post: a barra a mais corresponde a Freitas do Amaral (4/12/1980 - 9/1/1981) mas assim fica mais explícito.

A fuga aos debates

 


Afinal, os portugueses estão sequiosos por debates e interessam-se pela política.


 


Duelo entre Passos e Costa seguido por 3,3 milhões de espectadores


Debate Costa-Passos nas rádios pode superar 1 milhão de ouvintes


 


Passos Coelho foge da discussão de ideias e de ser confrontado com as suas responsabilidades governativas. É o seu governo que será julgado a 4 de Outubro, estes últimos 4 anos em que regredimos décadas.

10 setembro 2015

É esta a nossa riqueza

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 Júlio Pomar


 


Um país todo inteiro como uma galeria de arte.


 


O mar que nos abraça, a costa a que nos aportamos, os montes que estão para lá e para cá, as planícies alentejanas, as ilhas, os calhaus esculpidos por todos os que aqui chegaram e ficaram, as casas caiadas de branco e as rígidas de granito, a luz das cidades, o silêncio da terra, as gentes de madeira e erva, engelhadas e adormecidas, resignadas e aventureiras, os velhos e os novos, pescadores e cientistas, pintores e poetas, o fado e as guitarras, as vozes e as revoltas, os sabores de norte a sul, do aconchego das sopas às tentações conventuais, a segurança da tradição e a centelha da liberdade.


 


Um país todo inteiro como uma galeria de arte.

Se alguém tinha dúvidas...

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... o debate foi esclarecedor: António Costa tem estatura e capacidade para ser o próximo Primeiro-ministro. Só falta irmos todos às urnas, a 4 de Outubro, afirmar isso mesmo.


 


Passos Coelhos foi mais do mesmo, com a crispação e o nervosismo de quem defende o indefensável. Foi patética a forma como arrastou o nome de Sócrates mais que uma vez, e até conseguiu ir buscar o Syriza. Foi patética e desavergonhada a permanente mentira.


 


Só tenho pena de não ter havido mais indignação em António Costa. Porque é o que estamos todos, indignados com as mentiras e volte-faces da coligação - desde a austeridade como programa de governo que revigoraria o país pecador, até às oportunidades do desemprego e da emigração, que agora se transformaram em responsabilidades socialistas, tudo valeu e tudo vale.


 


Cabe-nos agora decidir.


 


Em Outubro, numa urna perto de si - votar pela mudança, pela dignidade e pela esperança.

09 setembro 2015

Em Outubro, nas mesas de voto (2)

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Inaugurou-se uma nova forma de manipulação: para além dos programas que nos explicam quem ganhou e quem perdeu os debates televisivos há agora aqueles que nos ensinam o que vamos ver e ouvir, mesmo antes de acontecerem.


 


Portanto já todos estamos cientes que António Costa é que tem que demonstrar que tem propostas, ser desafiador, contido, informado e preparado, bastando a Passos Coelho defender-se. Já se decidiu quem vai ganhar o debate.


 


Por outro lado são publicadas as sondagens que não só dão a vitória à coligação PAF como o fazem por larga margem e denunciam a maior popularidade de Passos Coelho em relação à de António Costa. Ou seja, a coligação já ganhou, nem vale a pena duvidar, nem vale a pena ir votar.


 


Se, de facto, as eleições derem a vitória ao PSD ou uma vitória escassa ao PS, confesso a minha total perplexidade. Não compreendo como é possível os cidadãos terem interiorizado que é esta a vida que merecem, que é este o país a que têm direito, que são estes os governantes que lhes cabem. É que não basta não ver em António Costa uma boa alternativa, é preciso querer que se mantenha esta governação e esta maioria.


 


Se, de facto, a coligação vencer as próximas eleições legislativas, confesso a minha total ausência de conexão com a realidade, a minha incapacidade para perceber os meus concidadãos.


 


No entanto as eleições ainda não aconteceram. E, por muito que nos tentem convencer que nem vale a pena irmos votar, mais importante do que as percentagens de cada força política é a afluência às urnas. Seja quem for que vença que o faça com um voto maciço para que possa usar essa vitória não só com a legitimidade que as eleições lhe dão mas, principalmente, com a afirmação da esmagadora maioria do eleitorado.


 


Que ninguém se demita da sua responsabilidade. Não são apenas os governantes que vão a votos, somos todos nós.

A mudez perante o indizível

Timothy Schmalz É frequente ter vontade de escrever a minha indignação pelas várias indignidades a que assistimos diariamente. O mundo mud...