08 dezembro 2013

Da violação da privacidade

 



 


Estamos inundados de gente que espreita pelos buracos das fechaduras, que escuta às portas fechadas e que publica conversas privadas, sem que a sociedade sancione este tipo de comportamentos. Pelo contrário, quem são desfeitas na praça pública são as vítimas destas constantes violações de privacidade, mascaradas de informação e trabalho jornalístico.


 


Ao contrário do que aconteceu, a publicação dos comentários do Primeiro-ministro Checo deveria ter sido unanimemente condenada. Em vez disso é manchete de jornais e de televisões, tendo-se tornado viral na internet.


 

Da Educação Pública

 


Vários foram os textos e os posts que li sobre o PISA  2012. No entanto não ouvi nem li qualquer comentário do Ministro Nuno Crato sobre o mesmo quando, há poucos anos, se servia desta mesma organização para demonstrar como no ensino público imperava o facilitismo, como criava indigentes mentais e incompetentes, como certificava adultos sem qualquer conhecimento, apenas para melhorar as estatísticas. Isto, claro, predominantemente sob a batuta dos governos socialistas, em especial dos de Sócrates – nunca nos esqueçamos do que se disse e escreveu sobre o programa Novas Oportunidades, o ensino de Inglês, a aposta na Matemática, a Escola a tempo inteiro, a tentativa de valorização da carreira docente com a avaliação do desempenho, os computadores Magalhães, o programa de renovação das estruturas escolares, o encerramento das escolas com muito poucos alunos,etc.


 


Este Ministério resolveu desfazer tudo o que estava a ser feito. A avaliação das políticas implementadas era obrigatória, tal como a correcção do que correu mal. Mas o que se constata é que, por motivos ideológicos, como em muitas outras áreas, destruiu-se o que estava a resultar.


 


O mais triste é que António José Seguro anda tão distraído como o Ministro Crato. Quando a oposição em peso denegria o trabalho de Maria de Lurdes Rodrigues muitos houve, dentro do PS, que compreendiam muito bem as indignações de Mário Nogueira e da FENPROF; que, demagogicamente, se juntaram ao coro de carpideiras e de revolucionários de bancada para impedir que as reformas avançassem.


 


O que mais me preocupa é o tempo que se perdeu, o que significa de desperdício a regressão e a destruição do que foi uma verdadeira aposta na qualificação e no desenvolvimento do país. O que mais me preocupa, é a inqualificável irresponsabilidade destes governantes e destas oposições sem nenhuma visão, estratégia ou ideia para o futuro.


 

24 novembro 2013

E pur si muove

 


Ele aí está. Não sei o que quer, mas já não é mau que queira qualquer coisa. Isto é Política. E faz tanta, tanta falta.


 



 

Da defesa do regime

 



 


Apesar de ter passado alguns dias autocentrada por causa do lançamento do livro, não estive de todo alheada do que se passava na actualidade do país. E os motivos de preocupação e tristeza aumentam.


 


O que se passou na manifestação da polícia, com o assalto à escadaria do Parlamento sem reacção por parte de quem deveria ter impedido esse assalto, foi um atentado ao estado de direito e à própria democracia, um sinal de alarme a que todos os democratas e amantes da liberdade devem estar atentos.


 


Começo por não concordar com a existência de sindicatos e associações profissionais de forças militares ou militarizadas, magistrados ou juízes. Muito menos concordo com cercos ou assaltos ao Parlamento, arruaças, grandoladas ou comícios nas galerias da Assembleia da República. A democracia tem regras e num estado de direito essas regras são para serem cumpridas.


 


O que se passou na 5ª feira foi gravíssimo. Ou temos uma força de intervenção cúmplice dos manifestantes por corporativismo, ou temos uma força de intervenção que só é forte com os fracos. O sinal é evidente, em qualquer das circunstâncias – o regime não tem quem o defenda. E isto é um passo de gigante para a violência generalizada e para a destruição da democracia.


 


As razões que assistem à revolta dos polícias são um outro assunto. Os deputados que têm assento na Assembleia, o Presidente da República e o governo resultaram de eleições democráticas e livres. Qualquer destas instituições têm que ser defendidas e preservadas até serem substituídas por meios democráticos. As forças de segurança terão que exercer a sua função porque são para isso mandatadas pelo poder que se originou no voto dos cidadãos.


 


O que me leva às declarações de Mário Soares e ao pedido de demissão de Cavaco Silva. Convém que não nos esqueçamos das manifestações, da recessão, dos salários em atraso, da fome, etc., que aconteceram na altura da intervenção do FMI, quando Mário Soares era Primeiro-minostro. Convém que não se confundam manifestações e apelos, por muitos e clamorosos que sejam, com a vontade do povo. Essa expressa-se em eleições.


 


A liderança do maior partido da oposição anda desaparecida em parte incerta. António José Seguro tanto se faz de morto que já ninguém espera que ressuscite.


 

Da caminhada (2)

  


 


 


 


 


 


 


 

Skoda - o carro musical

Christine Tenho um carro possuidor de autonomia e vontade próprias. Ligado ou desligado. Sem perceber como nem porquê, este meu carro reso...