06 outubro 2013

Seis Concertos de Violino para Anna Maria

 




Antonio Vivaldi


Guglielmo


L'Arte dell'Arco


 


Isenções e dispensas de cobrança

 


Quanto à polémica sobre quem tem ou não tem isenção de pagamento de taxas moderadoras no SNS, convém ir às fontes e ler o que a legislação, neste momento, consagra:


 


Decreto-Lei nº 128/2012
21 Junho/2012


(actualiza o Decreto-Lei nº 113/2011, 29 Novembro/2011)


 


Circular normativa 12/2012


30 Janeiro/2012


 


Circular informativa 8/2013


2 Julho/2013


 


Para que não fiquem dúvidas, os doentes oncológicos estão isentos de pagamento se tiverem incapacidade declarada superior a 60% e dispensados de cobrança nalgumas consultas, exames complementares e terapêuticas.


 



 



 


De sobrevivência

 


Estamos a falar de pensões de sobrevivência. Estamos a falar de mais reduções nos salários e de cortes de 10% das pensões, para além do aumento das 35 para as 40 horas sem renegociação salarial. Estamos a falar da manutenção dos cortes extraordinários. Estamos a falar da destruição de tudo o que é serviço público, do empobrecimento generalizado.


 


Estamos a falar de retrocesso.

Insustentável

 



 


A situação do Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros é cada vez mais insustentável, diminui o prestígio de Portugal e apouca os seus cidadãos, colocando-os numa posição de subalternidade em ralação a Angola.


 


Rui Machete diz-se e desdiz-se a toda a hora, desrespeitando as suas funções e o seu país. O Primeiro-ministro aceita e colabora com esta situação. O Presidente assume a pose de Pilatos e assim continuamos.


 


Estas Instituições nacionais demonstram, quase diariamente, não estarem à altura das suas funções nem do povo que representam.


 

05 outubro 2013

A derrota da crise (15)

 



As Centenárias


Newton Moreno 
Teatro Meridional
Estreia a  17 de Outubro

Res Publica

 



 


Hoje é dia 5 de Outubro, dia em que se celebra a implantação da República.


 


A República dos nossos dias tem um Presidente que conseguiu desvirtuar o seu cargo de tal forma que o desrespeito pelos símbolos nacionais, sendo ele um deles, marca presença nas manifestações.


 


Há falta de liderança nas instituições democráticas. A linguagem dos governantes, portugueses e europeus, a falta de cultura democrática, a incapacidade de conhecer o passado para entender o futuro, tudo nos arrasta, a nós e ao mito europeu, para a derrocada.


 


A ditadura da crise, a manipulação das opiniões públicas e a constante ameaça aos cidadãos, o susto permanente e a insegurança da sua vida, faz com que a luta pela sobrevivência ocupe a totalidade da existência.


 


Mas a dignidade dos cidadãos pode levantar a revolta surda que todos sentimos. A democracia e o contrato social, rasgados pelos desmandos de entidades sem rosto e com os seus porta-vozes quase sempre acéfalos, são ainda o dique que impede a inundação.


 


Durão Barroso, Cavaco Silva, Passos Coelho, Paulo Portas, Rui Machete, Maria Luís Albuquerque, Vítor Gaspar, Nuno Crato, Carlos Moedas, António Borges, Poiares Maduro, Pedro Lomba, Marco António Costa, Mota Soares, Eduardo Catroga, tantos e tantos outros que foram e são cúmplices desta orgia de depressão contínua a que condenam os seus concidadãos, sem qualquer respeito ou discrição, juntamente com António José Seguro, Francisco Louçã, Jerónimo de Sousa, tantos e tantos outros que arredondam os discursos para disfarçar o vazio das suas propostas, são protagonistas de um tempo que se degrada e não acaba.


 


E nós, todos nós que assistimos em catalepsia ao colapso de um projecto que manteve a paz na Europa durante décadas, não sabemos o que fazer e como poderemos ser o motor da mudança.


 


Viva a República. Pelo menos mantenhamos presente o seu significado, mesmo que apenas dentro desta tristeza cinzenta e fosca que atravessamos.


 


Vivam a liberdade, a democracia e o sentido da causa pública.

30 setembro 2013

Um dia como os outros (134)

 



Segundo o site do MJ, estão 3021 freguesias contabilizadas de 3092. PSD e CDS, os partidos de governo, somam, para todas as listas em que entraram isolados ou em conjunto, 34,9%. Isto representa uma perda de 15,4 pontos em relação aos resultados das legislativas de 2011. São perdas na ordem das sofridas pelo PSD nas autárquicas de 1989 e 1993, as maiores de sempre sofridas por partidos do governo em autárquicas.
Neste momento, de 282 câmaras já decididas, 136 para o PS, 100 para o PSD, 30 para a CDU, 5 para o CDS e 11 para independentes. O PS tem 48% das câmaras atribuidas, superando o seu máximo desde 1976. O PSD tem 35%, pior que em 1989, ou seja, o pior resultado de sempre. CDU e CDS têm os melhores resultados, deste ponto de vista, desde 1997.
Dos 20 municípios mais populosos do país, representando 38.5% da população, o PSD tinha 8 câmaras e passou para 5; o PS tinha 8 e passou para 9; CDU tinha 2 e passou para 3; havia 2 independentes, agora há 3.




Pedro Magalhães



A mudez perante o indizível

Timothy Schmalz É frequente ter vontade de escrever a minha indignação pelas várias indignidades a que assistimos diariamente. O mundo mud...