21 setembro 2013

Da pureza ideológica e totalitária

 


 


Fredrik Reutersward 


 


A nossa sociedade é estruturalmente conservadora. É muito difícil debater ideias que fujam às já estabelecidas. E isto é verdade para múltiplas situações - fale-se da saída do euro ou da discussão entre as vantagens e desvantagens de turmas mistas no sistema educativo.


 


O conservadorismo tem a ver com a dificuldade em discutir ideias. As trincheiras e a catalogação imediata em ser de direita, ou de esquerda, ou ser absurdo, ou ridículo, ou outros epítetos semelhantes, com policiamentos de purezas ideológicas ou de desadequação ao politicamente correcto, impossibilitam as verdadeiras discussões.


 


O resultado é o empobrecimento do espaço público, da informação e do esclarecimento das pessoas. O gosto pelo debate é rapidamente substituído pelo insulto e pelo amesquinhamento do oponente. Não se pode discordar - ou se está do lado certo ou do lado errado.


 


Monocromática e totalitária, esta é uma democracia vigiada pela vanguarda esclarecida.


 

Da incorrecção dos factos

 


As incorrecções factuais dos membros deste governo vão-se somando. A total incorrecção é mesmo o governo todo.


 


E que tal resolver factualmente o assunto transformando a demissão dos incorrectos num facto consumado?

Um dia como os outros (133)

 



(...) Como se não bastassem os económicos e sociais, parece-me ter-se gerado na sociedade portuguesa um problema anímico, o cansaço de uma geração que dedicou todas as suas energias a um projecto político que agora, em tempos de verdadeira necessidade, se revela uma fraude. O cartaz acima, por exemplo, com um Soares exultante, pode ser agora apreciado ironicamente perguntando-lhe: Conseguimos o quê?... É perante estes cenários antagónicos que se esperaria que a política portuguesa estivesse a ser disputada por protagonistas defendendo causas distintas e fracturantes (abaixo)… mas não. No PSD e no PS é-se pró-Europeu por definição e se alguma os distingue é onde de um lado se pede 4,5%, do outro pede-se mais 0,5%… (...)




A. Teixeira



O mundo

 




Moska & Zeca Baleiro & Lenine & Chico César



 


 


O mundo é pequeno prá caramba


Tem alemão, italiano, italiana


O mundo, filé à milanesa


Tem coreano, japonês, japonesa...


 


O mundo é uma salada russa


Tem nego da Pérsia


Tem nego da Prússia


O mundo é uma esfiha de carne


Tem nego do Zâmbia


Tem nego do Zaire...


 


O mundo é azul lá de cima


O mundo é vermelho na China


O mundo tá muito gripado


Açúcar é doce


O sal é salgado...


 


O mundo caquinho de vidro


Tá cego do olho


Tá surdo do ouvido


O mundo tá muito doente


O homem que mata


O homem que mente...


 


Por que você me trata mal?


Se eu te trato bem!


Por que você me faz o mal?


Se eu só te faço bem!...(2x)


 


O mundo é pequeno pra caramba


Tem alemão, italiano, italiana


O mundo, filé à milanesa


Tem coreano, japonês, japonesa...


 


O mundo é uma salada russa


Tem nêgo da Pérsia


Tem nêgo da Prússia


O mundo é uma esfiha de carne


Tem nêgo do Zâmbia


Tem nêgo do Zaire...


 


O mundo é azul lá de cima


O mundo é vermelho na China


O mundo tá muito gripado


Açucar é doce


O sal é salgado...


 


O mundo caquinho de vidro


Tá cego do olho


Tá surdo do ouvido


O mundo tá muito doente


O homem que mata


O homem que mente...


 


Por que você me trata mal?


Se eu te trato bem!


Por que você me faz o mal?


Se eu só te faço bem!...(2x)


 


Todos somos filhos de Deus


Todos somos filhos de Deus


Só não falamos


As mesmas línguas...(4x)


 


Everybody filhos de God


Everybody filhos de God


Só não falamos


As mesmas línguas...


 


Everybody filhos de Gandhi


Everybody filhos de Gandhi


Só não falamos


As mesmas línguas...

19 setembro 2013

Esse olhar que era só teu

 


 



Dead Combo

Rosa sangue

 


 



Amor Electro


 


Ninguém te vai parar, perguntar...


Fazer saber... Porquê?


 


Vais ter de te oferecer,


E entender, o que fará viver?


 


Vê, não basta ir, voar, seguir,


O cerco ao fim,


Aperta, trai, morde, engana a sorte, cai,


Não lembra de ti...


 


É só o amor desfeito,


Rosa sangue ao peito,


Lágrima que deito,


Sem voltar atrás!


 


Cresce e contamina


Tolhe a luz à vida,


Que afinal ensina, quebra,


Dobra a dor e entrega amor sincero.


 


Honra tanto esmero, cala o desespero,


É simples, tudo o que é da vida herdou sentido,


Tem-te se for tido, sabe ser vivido,


Fala-te ao ouvido e nasces tu...


 


Ninguém te vai parar, perguntar...


Fazer saber... Porquê?


 


Por isso vê, não basta ir, voar, seguir,


O cerco ao fim,


Aperta, trai, morde, engana a sorte, cai,


Não lembra de ti...


 


É só o amor desfeito,


Rosa sangue ao peito,


Lágrima que deito,


Sem voltar atrás!


 


Cresce e contamina


Tolhe a luz à vida,


Que afinal ensina, quebra,


Dobra a dor e entrega amor sincero.


 


Honra tanto esmero, cala o desespero,


É simples, tudo o que é da vida herdou sentido,


Tem-te se for tido, sabe ser vivido,


Fala-te ao ouvido e nasces tu...

Dos vários tipos de oração

 



Bansky


 


 


Repetir sempre que os ombros se curvam


 


Tem que haver um outro país, uma outra gente. Tem que haver uma outra Europa, um outro mundo.


Não é verdade a tristeza e a desesperança. Não é verdade a pobreza e a insegurança.


Tem que haver um outro sonho, uma outra certeza.


Sabemos que é possível, sabemos que o ruído dos fatos surdos, os gestos e os sorrisos mudos de quem coordena marionetas, podem mudar. 


Sabemos que tudo muda. Basta juntar os sinos e repicar. Basta juntar as mãos e resistir. Basta abrir a estrada e caminhar. 


Tem que haver um outro viver – vamos lutar.


 

A mudez perante o indizível

Timothy Schmalz É frequente ter vontade de escrever a minha indignação pelas várias indignidades a que assistimos diariamente. O mundo mud...