21 setembro 2013

O mundo

 




Moska & Zeca Baleiro & Lenine & Chico César



 


 


O mundo é pequeno prá caramba


Tem alemão, italiano, italiana


O mundo, filé à milanesa


Tem coreano, japonês, japonesa...


 


O mundo é uma salada russa


Tem nego da Pérsia


Tem nego da Prússia


O mundo é uma esfiha de carne


Tem nego do Zâmbia


Tem nego do Zaire...


 


O mundo é azul lá de cima


O mundo é vermelho na China


O mundo tá muito gripado


Açúcar é doce


O sal é salgado...


 


O mundo caquinho de vidro


Tá cego do olho


Tá surdo do ouvido


O mundo tá muito doente


O homem que mata


O homem que mente...


 


Por que você me trata mal?


Se eu te trato bem!


Por que você me faz o mal?


Se eu só te faço bem!...(2x)


 


O mundo é pequeno pra caramba


Tem alemão, italiano, italiana


O mundo, filé à milanesa


Tem coreano, japonês, japonesa...


 


O mundo é uma salada russa


Tem nêgo da Pérsia


Tem nêgo da Prússia


O mundo é uma esfiha de carne


Tem nêgo do Zâmbia


Tem nêgo do Zaire...


 


O mundo é azul lá de cima


O mundo é vermelho na China


O mundo tá muito gripado


Açucar é doce


O sal é salgado...


 


O mundo caquinho de vidro


Tá cego do olho


Tá surdo do ouvido


O mundo tá muito doente


O homem que mata


O homem que mente...


 


Por que você me trata mal?


Se eu te trato bem!


Por que você me faz o mal?


Se eu só te faço bem!...(2x)


 


Todos somos filhos de Deus


Todos somos filhos de Deus


Só não falamos


As mesmas línguas...(4x)


 


Everybody filhos de God


Everybody filhos de God


Só não falamos


As mesmas línguas...


 


Everybody filhos de Gandhi


Everybody filhos de Gandhi


Só não falamos


As mesmas línguas...

19 setembro 2013

Esse olhar que era só teu

 


 



Dead Combo

Rosa sangue

 


 



Amor Electro


 


Ninguém te vai parar, perguntar...


Fazer saber... Porquê?


 


Vais ter de te oferecer,


E entender, o que fará viver?


 


Vê, não basta ir, voar, seguir,


O cerco ao fim,


Aperta, trai, morde, engana a sorte, cai,


Não lembra de ti...


 


É só o amor desfeito,


Rosa sangue ao peito,


Lágrima que deito,


Sem voltar atrás!


 


Cresce e contamina


Tolhe a luz à vida,


Que afinal ensina, quebra,


Dobra a dor e entrega amor sincero.


 


Honra tanto esmero, cala o desespero,


É simples, tudo o que é da vida herdou sentido,


Tem-te se for tido, sabe ser vivido,


Fala-te ao ouvido e nasces tu...


 


Ninguém te vai parar, perguntar...


Fazer saber... Porquê?


 


Por isso vê, não basta ir, voar, seguir,


O cerco ao fim,


Aperta, trai, morde, engana a sorte, cai,


Não lembra de ti...


 


É só o amor desfeito,


Rosa sangue ao peito,


Lágrima que deito,


Sem voltar atrás!


 


Cresce e contamina


Tolhe a luz à vida,


Que afinal ensina, quebra,


Dobra a dor e entrega amor sincero.


 


Honra tanto esmero, cala o desespero,


É simples, tudo o que é da vida herdou sentido,


Tem-te se for tido, sabe ser vivido,


Fala-te ao ouvido e nasces tu...

Dos vários tipos de oração

 



Bansky


 


 


Repetir sempre que os ombros se curvam


 


Tem que haver um outro país, uma outra gente. Tem que haver uma outra Europa, um outro mundo.


Não é verdade a tristeza e a desesperança. Não é verdade a pobreza e a insegurança.


Tem que haver um outro sonho, uma outra certeza.


Sabemos que é possível, sabemos que o ruído dos fatos surdos, os gestos e os sorrisos mudos de quem coordena marionetas, podem mudar. 


Sabemos que tudo muda. Basta juntar os sinos e repicar. Basta juntar as mãos e resistir. Basta abrir a estrada e caminhar. 


Tem que haver um outro viver – vamos lutar.


 

18 setembro 2013

Da indispensabilidade do voto

 


 



 


A nomeação de Maria Luís Albuquerque para Ministra de Estado e das Finanças foi mais um dos colossais erros de Passos Coelho. É difícil perceber tanta falta de sentido político, ou de incompetência. A oposição não existe mas o governo está sempre em perigo de implodir, pelas incríveis opções que vai tomando, isto independentemente das políticas que defende e implementa.


 


Maria Luís Albuquerque tem cada vez menos condições para continuar no cargo. É um massacre diário e ninguém aceita as suas justificações, que são imediatamente desmentidas por outras declarações e por documentos escritos.


 


A apatia e o descrédito que se avolumam entre os cidadãos, fazem perigar a noção do que é viver em democracia. As próximas eleições autárquicas serão um teste à nossa resistência, à nossa vontade de ser livres, à nossa revolta silenciosa.


 


O voto é a nossa melhor e mais potente arma. Não são as redes sociais, os jornais, as televisões, as viagens de táxi, as conversas ao café, na praça ou nos supermercados, não são as homilias de Marcelo Rebelo de Sousa, José Sócrates ou Marques Mendes, as piedosas prédicas de António José Seguro, a permanente má disposição dos líderes do BE, passado e actuais, ou a litania de Jerónimo de Sousa, por muito importantes que sejam.


 


Somos nós, com o nosso voto, que temos o poder. Apenas temos que o assumir. É verdade que não sabemos em quem votar, não ouvimos ideias que nos animem, não vislumbramos alternativas. Mas elas existem sempre, nem que seja na afirmação da vontade de contribuir, de participar, de mostrar que não desistimos de viver democraticamente, por muito difícil e imperfeito que seja o sistema.


 


É preciso votar.


 

15 setembro 2013

Novilíngua

 


Na novilíngua de que fala Pacheco Pereira estão também expressões como liberdade de escolha.


 


Nesse admirável mundo novo que este governo está a construir, todos os cidadãos, nomeadamente os mais pobres, através do cheque ensino e do esvaziar do SNS para os prestadores privados, terão acesso aos melhores colégios e às mais avançadas terapêuticas. Tal como com os seguros de vida e os fundos de capitalização especulativos, que serão, obviamente, a mina de ouro para os pobres trabalhadores. Não haverá despesismo público nem funcionários preguiçosos e cheios de privilégios.


 

Dos fenómenos oposicionistas

 


António José Seguro está a conseguir um feito a todos os níveis extraordinário: com um governo e uma maioria que conseguem empobrecer o país e recuar décadas em termos políticos e sociais, em vez de ser uma luz ao fundo do túnel, desce na intenção de votos ao contrário do PSD e do CDS. Ninguém pode dizer que ele não é um artista, de alto gabarito.


 


Estas eleições autárquicas prometem ser uma derrota para toda a oposição. António Costa perfila-se como Dom Sebastião, e deverá esperar uma manhã de nevoeiro para avançar.


 

A mudez perante o indizível

Timothy Schmalz É frequente ter vontade de escrever a minha indignação pelas várias indignidades a que assistimos diariamente. O mundo mud...