03 junho 2012

Kassel*

 



Irmãos Grimm


Jacob (04/01/1785 – 20/09/1863) 


Wilhelm (24/02/1786 – 16/12/1859)


 


 



Kinder- und Hausmärchen


Erster Theil


20/12/1812


 


 



Contos da Infância e do Lar


Irmãos Grimm


 


 



Bombardeamento Kassel - 2ª Guerra Mundial


Fevereiro de 1942 a Março de 1945


 


 


 



Campo de Concentração - Dachau


(depois da libertação - 1945)


 


 


 



Documenta VI


 


 


 



rio Fulda


 


 


 



Kassel


 


*À moda do Malomil


 

Pouco

 



Chun Kwang Young


 


É pouco tudo muito pouco da raiva à entrega


tudo pequeno morno liso.


É pouco tudo muito pouco o tempo e o vento


que não escolhe areias assentes e raras


nas mãos as gotas evaporam.


É pouco tudo muito pouco.


 

The Last Time

 



Wynton Marsalis & Eric Clapton


 


Well this is the last time honey babe


For that many times before


It's the last time honey babe


I mean i don't want you no more


Well there's only one thing


That grieves me to my heart


Been together so long


I would hate to part


 


But it's the last time honey babe


I mean it's the very last time i mean


I mean it's the very last time


Honey it's the last time honey babe


I mean it's the very last time


Well it's the last time honey babe


I mean i don't want you no more


Well i don't care you can tell your brother


Stop your ringing and twisting mama


'cause i ain't going no further


It's the last time honey babe


I mean it's the very last time


I said


Dee-doo
dee-doh-dee-oh-doh


 

Vulgar

 


Que enfado para o que não se define. A superficialidade com que tudo se discute e se opina, os pequenos nadas que causam tantas indignações estéreis e fugazes, a negligência deixamos instalar no quotidiano, a complacência pelos comportamentos de enguia, pela falta de exigência, pelos voluntarismos inconsequentes, pela mais completa incompetência de quem apenas trabalha para a imagem, são o espelho da maioria das organizações.


 


Quando fazemos grandes e intrincados raciocínios sobre as causas das coisas, os maquiavélicos objectivos a atingir por quem toma decisões, esquecemo-nos de que, o mais provável, é serem ditados pela mais pura falta de inteligência, pela mais vulgar ignorância de quem achamos mais digno, mais esperto, mais tudo.


 

Limiar

 




 


1.


Poucas as vezes em que a chamada nos encontra


de voz em concha de dedos em antena, num frémito de desejo


que se apronta. Por nós ou pelos outros poucas as vezes


que então se medem, em nomes que nos moldem e amortalhem.


 


 


2.


À porta de um outro tempo no limiar das decisões


inadiáveis, sopro com decoro a urgência que as palavras


me ditaram, entre cumes de sentidos que arrumo


mais além. Já cobrimos a nudez de tanta ferida


que servimos em silêncio a indiferença.


 

02 junho 2012

Sem solução

 


Reafirmando tudo o que escrevi ontem, há outra dimensão, e uma grande e fundamental dimensão, do caso Miguel Relvas, que é a política.


 


A promiscuidade entre as empresas, os serviços do Estado, nomeadamente os de informações, as máquinas partidárias, e a comunicação social, o sentimento de impunidade de tantas figuras das nossas elites, as trocas de favores que fazem o mundo dos bastidores do verdadeiro poder, o confisco da independência decisória, a negligência e incompetência dos nossos representantes - governo, oposição, etc. - estão patentes em toda esta embrulhada que pomposamente se apelida de caso das secretas.


 


Se defendo que o estado de direito deve estar ao lado de qualquer individual cidadão, seja ele quem for, não posso de deixar de estranhar, tal como os dois Pedros do Bloco Central, a actuação do Primeiro-ministro, que ficou refém de Miguel Relvas, e da oposição, nomeadamente do PS, que se demitiu de ter qualquer relevância no importantíssimo papel de fiscalizador da acção governativa.


 


Tudo parece uma brincadeira de mau gosto. Juntando as afirmações de António Borges quanto à necessidade de uma nova e mais drástica redução salarial com a derrocada da Espanha, não sei mesmo que quantidade de terra teremos que cavar para chegarmos ao fim do túnel e que forças nos sobrarão para rasgarmos a providencial janela.


 

01 junho 2012

Malhas de crise

 



 


A crise por que estamos a passar, e neste momento estou a referir-me à económica e financeira, tem obrigado muita gente a reorganizar a sua vida e a redefinir as suas prioridades.


 


Neste momento, há cada vez mais pessoas a optarem pelas lancheiras. À hora de almoço, trocam-se receitas e discutem-se utensílios para se obterem opíparas refeições, saudáveis e a preços irrisórios. O faça você mesmo ganha adeptos. Tudo se faz em casa, desde agricultura de subsistência e biológica, a roupa por medida, não há como a imaginação para vencer o desespero.


 


E os negócios, principalmente aqueles que escapam aos impostos, os que alimentam a economia paralela, em pujante crescimento, aproveitam as oportunidades, levando à letra o nosso Primeiro-ministro. É só passar pelos centros comerciais para se verem banquinhas repletas de exemplares de cores garridas, de várias formas e tamanhos, mais sisudas ou mais folclóricas, que servirão de imediato como modelos às mais caseiras feitas por mãos habilidosas, a preços muito mais convidativos, fazendo passar os euros de mão em mão sem outras intermediações.


 


Malhas que a crise tece.


 

A mudez perante o indizível

Timothy Schmalz É frequente ter vontade de escrever a minha indignação pelas várias indignidades a que assistimos diariamente. O mundo mud...