03 junho 2012

Vulgar

 


Que enfado para o que não se define. A superficialidade com que tudo se discute e se opina, os pequenos nadas que causam tantas indignações estéreis e fugazes, a negligência deixamos instalar no quotidiano, a complacência pelos comportamentos de enguia, pela falta de exigência, pelos voluntarismos inconsequentes, pela mais completa incompetência de quem apenas trabalha para a imagem, são o espelho da maioria das organizações.


 


Quando fazemos grandes e intrincados raciocínios sobre as causas das coisas, os maquiavélicos objectivos a atingir por quem toma decisões, esquecemo-nos de que, o mais provável, é serem ditados pela mais pura falta de inteligência, pela mais vulgar ignorância de quem achamos mais digno, mais esperto, mais tudo.


 

1 comentário:

  1. Jaime Santos21:22

    Sim, Sofia, deve aplicar-se a navalha de Occam, não vale a pena invocar conspirações quando a pura incompetência normalmente chega para explicar tudo...

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