06 janeiro 2012

Lamentável

 



 


António José Seguro não assume opiniões sobre coisa nenhuma. Soma trivialidades vagas e não se compromete.


 


Enquanto houver uma oposição política liderada por pessoas sem capacidade de defenderem ideias, por calculismo ou falta delas, continuaremos nesta marcha rápida para a reciclagem dos totalitarismos.


 


Nota: Desta vez concordo com António Arnaut.


 

05 janeiro 2012

Dos efeitos da não política

 


Vivemos tempos muito assustadores e de regressão de direitos, liberdades e garantias. Agora pressionam-se os políticos a assumirem se são ou não maçons.


 


Pertencer à Maçonaria, à Opus Dei ou seja lá a que organização, secreta ou pública, é da esfera privada de cada um. Desde que não haja interferência com a causa pública, com as funções a que cada um se obriga, é a lei que deve prevalecer. Será que também têm que declarar se são ou não católicos, muçulmanos, budistas ou ateus, se comem coisas impuras, se gostam de beber vinho ou cerveja sem álcool? Terão que assumir a etnia, raça, preferências sexuais? Em Portugal ser-se político significa estar-se permanentemente sob suspeita. O apelo à transparência total é demagógico e perigoso. A esfera da vida privada é um direito de todos e os políticos não têm direitos diminuídos por o serem.


 


Se há tráfico de influências, corrupção ou troca de favores isso terá que ser investigado, julgado e punido, Nas secretas ou no parlamento, nas empresas públicas ou nas privadas. Tudo o resto é uma forma de desviar a atenção da verdadeira política, por quem não a sabe nem a quer fazer.


 

04 janeiro 2012

Um dia como os outros (107)


(...) Portanto, ao contrário do que afirma José Soares dos Santos, administrador executivo da Jerónimo Martins, em entrevista nesta edição, a primeira e mais importante razão para a escolha da Holanda não é o acesso a um novo mercado de capitais, é o pagamento de menos impostos do que pagaria em Portugal, hoje e no futuro. Porque, como diz o slogan do Pingo Doce, ‘sabe bem pagar tão pouco'.


A explicação, pueril, soa a falso e incomoda. Porque os contribuintes individuais e as pequenas e médias empresas não podem ir para a Holanda, mas têm de ouvir o patriarca da família Soares dos Santos e o segundo homem mais rico do País a dizer como é que se devem comportar para que Portugal saia da situação de emergência em que está. A criticar políticos, empresários, trabalhadores, as elites.


Alexandre Soares dos Santos criou riqueza e fez fortuna, o que legitima as suas opiniões. Mas não a superiodade moral que transporta em cada uma das suas intervenções. A decisão beneficia os accionistas da Jerónimo Martins, e bem, mas prejudica o País, e mal. É, também, por causa de decisões como esta, de actos que desmentem as palavras, que os portugueses não gostam dos ricos.


 


António Costa (Diário Económico)


 

A derrota da crise (2)

Bolo de chocolate com laranja

 



 


Esta época do ano, cá em casa, é ocupada por inúmeras festas. Desde o Natal, passando por aniversários e pelo fim de ano, é um continuum de ocasiões para celebrar, com fim no dia de Reis.


 


A experiência, hoje, ficou-se por um bolo de chocolate com laranja.



  1. Parti 1 tablete de chocolate (200g) preto, de culinária (mínimo de 50% de cacau), para dentro de um copo de alumínio, juntamente com 1 copo de leite (usei um copo de água) e 150g de margarina, e deitei-lhe fogo, bem baixinho, para nada se queimar.

  2. Logo a seguir raspei a casca de 2 laranjas, grandes, e espremi-lhes o sumo.

  3. Bati, numa grande tigela, 6 gemas com 250g de açúcar, bem batidas. Fui depois incorporando, alternadamente, a mistela derretida de chocolate com 300g de farinha e 1 colher de chá de fermento em pó.

  4. A seguir foi a vez do sumo e da raspa das laranjas.

  5. Depois de tudo bem batido e misturado, transformei as claras em castelo bem firme e, com uma colher, envolvi-as no preparado do bolo.

  6. Untei a forma com margarina, polvilhei com farinha e deitei a massa do bolo lá para dentro.

  7. Deixei cozer em lume médio durante 45 minutos, no forno que, logo de início, tinha acendido para aquecer.


É claro que ficou ex-tra-or-di-ná-rio-o. A ideia de o besuntar com chantilly era maravilhosa, mas devia ter esperado que o bolo arrefecesse totalmente. Assim ficou tristemente derretido e não lhe fazia falta nenhuma.


 


Experiência coroada de êxito. A repetir (sem o chantilly).


 

03 janeiro 2012

Poder

 



 


Nada como um dia atrás do outro para verificar a cegueira e a surdez de muitos. Um capitalista é um capitalista – ou empresário, como agora se diz, pois capitalista é uma palavra fora de moda, ultrapassada, anquilosada e estranha ao moderno pensamento mundial. Eu não posso (e não devo - deveria ser sinónimo, neste caso) fugir aos impostos, porque se pudesse podia e ninguém poderia contrariar o meu poder.


 


Poder – é essa a questão.


 

A mudez perante o indizível

Timothy Schmalz É frequente ter vontade de escrever a minha indignação pelas várias indignidades a que assistimos diariamente. O mundo mud...