05 janeiro 2012

Dos efeitos da não política

 


Vivemos tempos muito assustadores e de regressão de direitos, liberdades e garantias. Agora pressionam-se os políticos a assumirem se são ou não maçons.


 


Pertencer à Maçonaria, à Opus Dei ou seja lá a que organização, secreta ou pública, é da esfera privada de cada um. Desde que não haja interferência com a causa pública, com as funções a que cada um se obriga, é a lei que deve prevalecer. Será que também têm que declarar se são ou não católicos, muçulmanos, budistas ou ateus, se comem coisas impuras, se gostam de beber vinho ou cerveja sem álcool? Terão que assumir a etnia, raça, preferências sexuais? Em Portugal ser-se político significa estar-se permanentemente sob suspeita. O apelo à transparência total é demagógico e perigoso. A esfera da vida privada é um direito de todos e os políticos não têm direitos diminuídos por o serem.


 


Se há tráfico de influências, corrupção ou troca de favores isso terá que ser investigado, julgado e punido, Nas secretas ou no parlamento, nas empresas públicas ou nas privadas. Tudo o resto é uma forma de desviar a atenção da verdadeira política, por quem não a sabe nem a quer fazer.


 

2 comentários:

  1. pink08:56


    Os secretismos a as obediências é que fazem a difereça.
    Esquecê-lo não é justo!

    Vivemos num regime democrático. Não se justifica ocultar

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  2. ACÁCIO LIMA19:10

    COMENTÁRIO AO POST DE SOFIA LOUREIRO DOS SANTOS-“Dos efeitos da não política”

    01- Esta intromissão na vida privada das pessoas, exigindo uma declaração solene sobre a filiação ou não em organizações tais como a Maçonaria ou o Opus Dei, é um desrespeito pelas “Liberdades, Direitos e Garantias, Individuais”.

    Lesa o funcionamento da Democracia.
    Resvala para a anti-democracia.

    02- Mas, no atual contexto político, o que temos presente, são duas perversões:

    a)- Colar à Maçonaria, pessoas que têm uma visão estreita da Democracia e dos Princípios Básicos do Estado de Direito.

    Apoucando a Maçonaria.

    b)- Legitimar e banalizar as incursões na vida privada, num claro preparar o terreno para o uso de métodos pouco ortodoxos, eufemismo de métodos policiais, no dia a dia.

    A construção do Regime de Democracia , dita Musculada, ante câmara de um Estado Repressivo.

    03- O apelo à “transparência” é descabido, preferindo eu, o apelo à “Privacidade” e às “Liberdades, Direitos e Garantias, Individuais”.

    04- Mau grado nosso, tudo indica que A. J. Seguro, trilha caminho diferente do meu, e é, até seguido , na confusão de Conceitos, por um outro comentador neste post.

    Boa Noite.
    Bom Serão

    Saudações Cordiais e de Muito Apreço de

    ACÁCIO LIMA


    ACÁCIO LIMA
    ENGENHEIRO MECÂNICO E CONSULTOR TÉCNICO-ECONÓMICO
    R. Brito Capelo, 60-r/c-dir
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