04 dezembro 2011

Um dia como os outros (105)


(...) Só tenho pena que o proselitismo religioso tenha transformado um abnegado trabalho de militares da Força Aérea e Marinha em consequência de um qualquer ditame divino. Só faltou dizer que a qualidade superior da balsa e dos seus meios de sobrevivência tinham sido induzidos, eles também, pela senhora dos navegantes. As atitudes determinadas e correctas do mestre da embarcação uma inspiração da senhora de Fátima...Contudo ninguém fala da tempestade marítima que os pobres tiveram de suportar durante três dias. Aí não houve divindade que amainasse o temporal...devia pertencer a outro departamento. (...)


 


Miguel Gomes Coelho


 

03 dezembro 2011

Eles é que são os Presidentes das Juntas

 


A reforma da organização administrativa do país, com a alteração do número de freguesias, de concelhos e de distritos, é indispensável a um correto planeamento de gestão de recursos, às avaliações de investimentos em infraestruturas, à reocupação do interior, à alteração e correção dos círculos eleitorais, aproximando mais a realidade populacional dos seus representantes. É também aquela que está mais dependente das malhas e das cumplicidades e corrupções partidárias, a que está mais refém de caciques locais e trocas de favores.


 


 


A manifestação a que se assistiu hoje, com a vaia ao Ministro Miguel Relvas era expetável, queira ele fazer qualquer coisa que seja a esse respeito. Tal como o foram as tentativas de reforma na educação e na saúde das anteriores legislaturas. Nessa altura o PSD de Miguel Relvas vaiou, perseguiu e vilipendiou os Ministros respetivos, não se apercebendo que estava a empolar o satus quo, não só boicotando as reformas como impedindo que elas se fizessem por muito mais tempo.


 


 


Espero que o PS guarde os consensos e os apoios oposicionistas para aquilo em que, de facto, ele é indispensável, como no caso em apreço e não na aprovação do OE 2012.


 

Hello, Bang Bang, Goodbye

 


 


Hats & Chairs


 




Miguel Lima & Vasco Condessa

Mariana Lima & Afonso Cruz

Tiago Albuquerque & Gito Lima

 

O que dói às aves

 



Alice Vieira


 


Sempre amei por palavras muito mais


do que devia


 


são um perigo


as palavras


 


quando as soltamos já não há


regresso possível


ninguém pode não dizer o que já disse


apenas esquecer e o esquecimento acredita


é a mais lenta das feridas mortais


espalha-se insidiosamente pelo nosso corpo


e vai cortando a pele como se um barco


nos atravessasse de madrugada


 


e de repente acordamos um dia


desprevenidos e completamente


indefesos


 


um perigo


as palavras


 


mesmo agora


aparentemente tão tranquilas


neste claro momento em que as deixo em desalinho


sacudindo o pó dos velhos dias


sobre a cama em que te espero


 

Camelos de Presépio - Natal 2011

 


Mais uma vez a Barbearia mais conhecida do bairro decidiu promover o famoso Concurso de Natal.


 


Este ano os concorrentes não se fazem esperar, e já há alguns algumas bossas alinhadas na primeira fila.


 


O Quadrado defende-se em todas as circunstância e, também este ano, apresenta a concurso um camelo bastante festivo, para alienar das amargas agruras da época que se avizinha.


 


O regulamento está bem explícito.


 



 


A vitória é certa.


 

02 dezembro 2011

Estreito

 



Oushi Zokei


 


Não percebo porque devo andar sempre em círculos


quando o caminho é demasiado estreito


para o desenho aberto do mundo.


 


 

União orçamental

 


A Chanceler alemã, do alto do seu estatuto auto investido de Timoneira da Europa, quer uma união orçamental. Ontem Sarkozy, auto investido de Adjunto da Timoneira europeia, fez um discurso em que proclamava a união com a Alemanha na defesa do euro e da Europa.


 


A expressão União Orçamental agrupa as seguintes exigências - inscrição nas constituições dos países membros de tectos de dívidas públicas e de défices orçamentais, com penalizações automáticas para os infractores, desde que, obviamente, não sejam a Alemanha e a França. Quanto aos limites e aos orçamentos não se sabe bem se necessitam apenas de ser aprovados pelo Parlamento alemão ou se também têm que ser ratificados pelo francês.


 


Estou muitíssimo interessada em saber a opinião dos dirigentes dos partidos da coligação governamental, do maior partido da oposição e do Presidente da República, sobre esta refundação europeia e sobre a implementação democrática deste novo Tratado Europeu.

A mudez perante o indizível

Timothy Schmalz É frequente ter vontade de escrever a minha indignação pelas várias indignidades a que assistimos diariamente. O mundo mud...