Até 29 de Outubro, na Arte Periférica, Centro Cultural de Belém, uma exposição de Ejti Stih, pintora nascida na Eslovénia, boliviana por casamento, a trabalhar em Santa Cruz de La Sierra.
Faze que a tua vida seja o que te nega./ A luta é tua: fá-la./ Agora, os sonhos em farrapos, melhor é a luta que pensá-la.// Ergue com o vigor do teu pulso;/ solda-o em aço./ E da tua obra afirma:/ – Sou o que faço. [João José Cochofel]
Até 29 de Outubro, na Arte Periférica, Centro Cultural de Belém, uma exposição de Ejti Stih, pintora nascida na Eslovénia, boliviana por casamento, a trabalhar em Santa Cruz de La Sierra.
Esta legislatura será um tempo de grande agitação política transformando-se obrigatoriamente num tempo de debates, de convicções, de discussões.
Politicamente vamos ter um governo minoritário. Quais serão a hipóteses de Sócrates e os seus ministros poderem continuar e retomar sentidos reformistas sem uma maioria parlamentar?
Quais serão as apostas das oposições de esquerda, que começam já a marcar a agenda política, levando a votos as promessas que fizeram em tempos de campanha? Quais serão as escolhas das oposições de direita, que comungaram pragmaticamente com a esquerda no confronto da legislatura anterior?
Que ministros serão suficientemente corajosos para avançar com o programa do governo, resistindo às inevitáveis pressões corporativas? Que ministros serão suficientemente hábeis para negociar aquilo que parece inegociável?
Será que voltaremos a ter política de saúde para além da gestão da gripe, política de educação, para além da avaliação dos docentes, política de justiça para além do problema da aplicação informática?
O governo tem vários trabalhos pela frente, tal como o Parlamento. O Presidente da República, que deveria estar fortalecido e ser um garante da estabilidade política transformou-se num problema para o governo, para a oposição, e para os partidos políticos. Quem serão os próximos candidatos à Presidência?
Teremos mesmo muito em que pensar.
pintura de Mario Zampedroni
swamp
1.
Fazer sentido sem tempo para arrumar peças
não fazem sentido as mãos os dedos a memória.
Estendo em traves mestras as traves que quebram
em esquinas agudas estacas caídas
estendo partículas intensamente baças.
Não fazem sentido sem o baile furioso da inércia.
2.
Aceitamos qualquer preço
qualquer coisa pouca
qualquer senha qualquer uso
aceitamos qualquer ser
que seja
nada.
canta Amália Rodrigues
Luís de Camões; Alain Oulman
Com que voz chorarei meu triste fado,
Que em tão dura paixão me sepultou.
Que mor não seja a dor que me deixou
O tempo, de meu bem desenganado.
Mas chorar não estima neste estado
Aonde suspirar nunca aproveitou.
Triste quero viver, poi se mudou
Em tisteza a alegria do passado.
Assim a vida passo descontente,
Ao som nesta prisão do grilhão duro
Que lastima ao pé que a sofre e sente.
De tanto mal, a causa é amor puro,
Devido a quem de mim tenho ausente,
Por quem a vida e bens dele aventuro.
Timothy Schmalz É frequente ter vontade de escrever a minha indignação pelas várias indignidades a que assistimos diariamente. O mundo mud...