15 outubro 2009

Com que voz

 



canta Amália Rodrigues

Luís de Camões; Alain Oulman


 


 


Com que voz chorarei meu triste fado,

Que em tão dura paixão me sepultou.

Que mor não seja a dor que me deixou

O tempo, de meu bem desenganado.


 


Mas chorar não estima neste estado

Aonde suspirar nunca aproveitou.

Triste quero viver, poi se mudou

Em tisteza a alegria do passado.


 


Assim a vida passo descontente,

Ao som nesta prisão do grilhão duro

Que lastima ao pé que a sofre e sente.


 


De tanto mal, a causa é amor puro,

Devido a quem de mim tenho ausente,

Por quem a vida e bens dele aventuro.


 

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