14 agosto 2009

Adiós Nonino

 



Quinteto de Tango La Zerilla


Astor Piazzolla


 

Debates de Verão (10)

 


 


Continuam os combates com penas: hoje Tiago Julião Neves pelo SIMplex:


  


De vento e poupa




(...) O investimento em energias renováveis permite aumentar a segurança de abastecimento, reduzir a importação de energia do estrangeiro, aliviar o défice da balança de pagamentos, e reduzir a exposição à volatilidade de preços dos recursos não renováveis.




A diversificação inerente à promoção das energias renováveis cria condições para o desenvolvimento de um ‘cluster' tecnológico de futuro, capaz de gerar emprego qualificado e com elevado potencial exportador. Enquanto a descentralização da produção que está associada às energias verdes possibilita que a criação de emprego e a geração de riqueza sejam repartidas de forma mais homogénea pelo território nacional. (...)
 


 


 e José Eduardo Martins, pelo Jamais.


 

Reordenamento e redistribuição populacional









 


A desertificação do interior do país é uma realidade que não tem parado de crescer com o proporcional alargamento das grandes capitais, a desumanização, o desenraizamento e a proliferação de guetos sociais.


 


Paralelamente não tem havido um redimensionamento da administração pública, adequando os serviços às reais necessidades, tendo-se iniciado uma reestruturação da distribuição do parque escolar e dos serviços de urgência e de maternidades que tendem a reflectir essa realidade, com os critérios de optimização e da qualidade dos serviços que se prestam.


 


É com tristeza que as freguesias e os concelhos mais afastados vêm partir os seus, sentindo-se abandonados à sua sorte. Mas o problema é que a ausência de emprego e de expectativas conduz a população a mover-se para o litoral, em busca de novas oportunidades.


 


A aposta nas novas tecnologias, na banda larga, na massificação e facilitação do acesso à internet, na flexibilização dos horários de trabalho com o recurso a teletrabalho nas áreas em que isso é possível, no desenvolvimento de teleconferências, nas consultas de referência por via electrónica, na partilha de dúvidas e de resolução de problemas pelo avanço da tecnologia informática, podem ser utilizadas para reanimar o interior desertificado.


 


Se houver boa acessibilidade rodoviária, se existirem transportes rápidos e pouco poluentes, facilitando a mobilidade dos cidadãos entre os centros e as periferias, é possível que haja migração de uma parte da população para cidades mais pequenas, com outro tipo de ofertas a nível de qualidade de vida, que multiplicarão actividades culturais, de comércio e de serviços. Será possível, num futuro próximo, viver calmamente numa cidade do interior e trabalhar em rede com parceiros em múltiplas localidades.


 


A aposta numa rede de transportes ferroviários, numa rede rodoviária de qualidade e nas novas tecnologias podem ser a chave para uma reunificação de todo o tecido nacional e uma enorme melhoria na qualidade de vida dos cidadãos.


 


Nota: também aqui.


 






12 agosto 2009

Algosto (3)

 



Vicente Amigo: tres notas para decir te quiero


 


 


 


A quietude de uma noite de Agosto, em baixo de um mar de estrelas.


 


Boa companhia, bom vinho, boa comida, o barulho das cigarras e uma musiquinha do filme que passam ao ar livre.


 


Momentos de êxtase num Algarve demasiado cheio, demasiado barulhento, demasiado embrutecido, estes ninhos de puro prazer.


 


Estar de férias é poder estar contigo, neste reduto de mansidão.


 



 

Fado, Fátima e Sintra

 



(pegadas de dinossauros; pedreira do Galinha)


 


Portugal é um país com um excelente clima, uma gastronomia quase única, pelo menos a nível de doçaria, com praia, campo, turismo rural, turismo radical, ofertas de concertos e espectáculos com artistas internacionais, ruínas de tempos imemoriais, estátuas, conventos, igrejas, castelos, cavernas, pistas de dinossauros, pintura rupestre, campos de golf, museus, artesanato riquíssimo, enfim, inúmeras de possibilidades para exploração dos operadores turísticos.


 


É por isso com mágoa e espanto que leio notícias como Sintra, Fátima e fado são os postais de Portugal. Portugal não é o mesmo de há 40 anos. Parece-me irreal a forma como não se consegue inovar na imagem de um país que sofreu tantas mudanças e que tem tanto para oferecer. A imagem de Portugal é feita também por quem nos visita. A insistência no bom velho Portugal, inamovível e imutável, faz transparecer uma enorme resistência ao risco e à inovação, faz perceber como é artificial e empobrecedora a mensagem e a vivência de um sector que deveria estar interessado em diversificar as ofertas.


 


Não se podem oferecer aos turistas rotas de vinhos, rotas de gastronomia, circuitos de regiões, fundados nas belezas naturais, nos acontecimentos históricos, sei lá?


 


Fado, Fátima e Sintra? Que pobreza.

 

Debates de Verão (8)













 



 


Continuam os combates com pena: hoje Carlos Santos pelo SIMplex:


 


 


O activo dominante




(...) No mercado político, o PS é um activo dominante: de risco baixo, com um panfleto informativo detalhado, e com retorno elevado. Outros produtos terão outras características. Mas, em geral, não é neste tipo de activo que procuramos investir?


 


 


e Maria João Marques, pelo Jamais.


 


 

Skoda - o carro musical

Christine Tenho um carro possuidor de autonomia e vontade próprias. Ligado ou desligado. Sem perceber como nem porquê, este meu carro reso...